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Conflito no Oriente Médio

EUA dizem que bloqueio no Estreito de Ormuz está “totalmente implementado”, enquanto indicam saída diplomática para o Irã

Publicado 15/04/2026 • 10:53 | Atualizado há 2 dias

KEY POINTS

  • Mais de 90% do comércio marítimo do Irã, estimado em US$ 109,7 bilhões, passa por Ormuz, tornando bloqueio altamente impactante.
  • Medida dos EUA foi implementada em menos de 36 horas e ocorre durante cessar-fogo frágil de duas semanas.
  • Apesar da pressão econômica, Washington sinaliza continuidade de negociações diplomáticas com Teerã.

O bloqueio dos portos iranianos pelos Estados Unidos está agora “totalmente implementado”, cortando completamente o comércio marítimo internacional de Teerã, que sustenta cerca de 90% da economia do país, informou o Comando Central dos EUA (Centcom) na noite de terça-feira (13).

O anúncio ocorre em um momento em que a Casa Branca também sinaliza uma possível saída diplomática para o conflito no Oriente Médio, com discussões em andamento sobre a continuidade das negociações com o Irã.

O bloqueio dos portos iranianos foi totalmente implementado, com as forças dos EUA mantendo superioridade marítima no Oriente Médio”, afirmou o comandante do Centcom, Brad Cooper, destacando que a operação foi concluída em menos de 36 horas após ordem do presidente Donald Trump.

As forças dos EUA interromperam completamente o comércio econômico de entrada e saída do Irã por via marítima”, acrescentou.

Times Brasil: Guerra com Irã está “muito perto do fim”, diz Trump – e mercado de ações “vai disparar”

X’Mais de 90% dos US$ 109,7 bilhões (R$ 547,4 bilhões) em comércio marítimo anual do Irã passam pelo Estreito de Ormuz, e o país não possui rotas alternativas relevantes, segundo Miad Maleki, pesquisador da Foundation for Defense of Democracies, em Washington.

O bloqueio pode gerar perdas de cerca de US$ 435 milhões por dia (R$ 2,2 milhões) para o Irã, de acordo com estimativas de Maleki.

A operação dos EUA, iniciada na segunda-feira em meio a um cessar-fogo frágil de duas semanas, envolve mais de 10 mil militares, além de navios da Marinha e caças posicionados no Golfo de Omã e no Mar Arábico, informou o governo americano.

Nas primeiras 24 horas, nenhum navio conseguiu atravessar o bloqueio, com seis embarcações comerciais sendo obrigadas a retornar para portos iranianos no Golfo de Omã, segundo as forças dos EUA.

Fluxo marítimo segue sob forte restrição

A empresa de inteligência marítima Windward identificou ao menos duas embarcações que conseguiram cruzar o Estreito de Ormuz no primeiro dia completo sob fiscalização ativa dos EUA, incluindo o petroleiro Rich Starry, de propriedade chinesa e sob sanções, que deixou o Golfo na terça-feira.

Leita também: Irã ameaça barrar exportações e importações em rotas do Golfo com bloqueio dos EUA em Ormuz

O trânsito pelo estreito permanece limitado e concentrado em embarcações sancionadas, com bandeiras falsas ou de alto risco”, afirmaram analistas da Windward.

O Irã já havia restringido o fluxo no estreito – responsável por cerca de um quinto do petróleo mundial antes da guerra – em retaliação aos ataques conjuntos de EUA e Israel ao território iraniano, iniciados em 28 de fevereiro.

Impacto global e reação internacional

O bloqueio naval dos EUA pode desorganizar ainda mais o fluxo global de energia e aumentar as tensões com países como China e Índia, importantes compradores de petróleo iraniano.

A China classificou a medida como um ato “perigoso e irresponsável”, afirmando que ela pode intensificar ainda mais as tensões na região.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua projeção de crescimento global para 3,1% em 2026, ante 3,3% estimados em janeiro, alertando para um cenário adverso em que o petróleo pode permanecer próximo de US$ 100 por barril (R$ 499).

Sinais de uma possível solução diplomática ajudaram a aliviar parte da pressão nos mercados. Os contratos futuros do petróleo WTI para maio caíam 0,88%, a US$ 90,4 por barril (R$ 451,1), enquanto o Brent para junho recuava 0,31%, a US$ 94,47 (R$ 471,4).

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