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Conflito no Oriente Médio

Irã fecha Estreito de Ormuz após EUA manterem bloqueio naval a portos do país

Publicado 18/04/2026 • 08:56 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • Irã fecha novamente o Estreito de Ormuz após os EUA manterem bloqueio naval aos portos iranianos.
  • Guarda Revolucionária anuncia retomada do controle da via e condiciona abertura ao fim do bloqueio americano.
  • Desde segunda-feira (13), forças dos EUA já obrigaram 21 navios a retornar sem cruzar o estreito.
Tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz às 10h35 (brasília) de 17 de abril, logo após o anúncio

www.marinetraffic.com

Tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz às 10h35 (brasília) de 17 de abril, logo após o anúncio

O Irã voltou a bloquear o Estreito de Ormuz neste sábado (18). A Guarda Revolucionária anunciou a retomada do controle da via marítima horas depois de o presidente americano Donald Trump confirmar que o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos permanecerá em vigor até que Teerã feche um acordo com Washington, incluindo tratativas sobre o programa nuclear iraniano.

“O controle do Estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior, sob a gestão e o controle rigorosos das forças armadas”, informou a Guarda Revolucionária, acrescentando que o bloqueio seguirá enquanto o cerco americano aos portos iranianos não for encerrado.

Anúncios contraditórios em menos de 24 horas

A reviravolta ocorre menos de um dia após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarar que o Estreito de Ormuz estava “completamente aberto” para navios comerciais durante o período de cessar-fogo entre Israel e o Líbano. A declaração foi feita na sexta-feira (17) e chegou a ser comemorada publicamente por Trump.

Horas depois, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, contradisse a versão americana e afirmou que a continuidade do bloqueio dos EUA inviabilizaria a manutenção da abertura do estreito. Segundo Ghalibaf, Trump teria feito “sete afirmações falsas em uma hora”.

Autoridades iranianas afirmaram que a posição de Washington viola o acordo de cessar-fogo firmado na semana passada e alertaram que a rota não permaneceria aberta enquanto o bloqueio continuasse.

Leia também: Vídeo mostra navios dando meia-volta no Estreito de Ormuz diante de dúvida sobre a reabertura da rota marítima; Veja

Navios obrigados a recuar em Ormuz

Dados da empresa de monitoramento Kpler mostram que o tráfego na região segue restrito a corredores que dependem de autorização do governo iraniano. Desde o início do bloqueio, na segunda-feira (13), forças americanas já obrigaram 21 navios a retornar sem cruzar o estreito, segundo o Comando Central dos EUA.

Na sexta-feira (17), vários petroleiros e navios de carga tentaram cruzar o estreito após o anúncio de Araghchi, mas foram forçados a recuar. O petroleiro Minerva Evropi, de bandeira grega, é um dos casos registrados de embarcações que alteraram a rota após os novos comunicados de Teerã.

Acompanhe a navegação em tempo real.

Impacto de Ormuz nos mercados de energia

O Estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo. O fechamento do corredor desencadeou a maior disrupção no abastecimento energético global da história, segundo analistas de mercado.

Os preços do petróleo recuaram mais de 10% na sexta-feira (17), chegando a menos de 90 dólares por barril, impulsionados pela expectativa de um possível acordo entre os dois países. Com o novo fechamento, analistas alertam para nova pressão sobre os preços caso as restrições se prolonguem.

Cessar-fogo no Líbano e negociações com Teerã

O fim do conflito entre Israel e o Hezbollah era uma das principais exigências do Irã nas negociações. Israel e Líbano firmaram uma trégua de dez dias a partir da quinta-feira (17), o que pode abrir caminho para avanços diplomáticos entre Washington e Teerã.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou na sexta-feira (17) que um acordo entre EUA e Irã está “muito próximo” e que diplomatas paquistaneses trabalham para superar as divergências entre as partes.

Os combates desde o início do conflito deixaram ao menos 3.000 mortos no Irã, mais de 2.290 no Líbano, 23 em Israel e mais de uma dezena nos países árabes do Golfo. Treze militares americanos também morreram.

A rodada de negociações realizada em Islamabad, no Paquistão, na semana passada, terminou sem acordo. Há expectativa de uma segunda rodada de conversas, mas sem prazo definido.

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