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Vídeo mostra navios dando meia-volta no Estreito de Ormuz diante de dúvida sobre a reabertura da rota marítima; Veja

Publicado 17/04/2026 • 19:54 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O petróleo despencou com o otimismo inicial, mas a incerteza aumentou após falas contraditórias de autoridades iranianas e de Donald Trump
  • Navios que tentaram cruzar o estreito recuaram por não receber autorização, reforçando que a passagem segue, na prática, restrita
  • A interrupção do fluxo já ameaça o abastecimento global, com risco maior na Ásia, onde refinarias podem reduzir produção e provocar escassez de combustíveis

Navios petroleiros seguem cautelosos ao atravessar o Estreito de Ormuz, mesmo após o Irã declarar que a rota marítima está aberta para embarcações comerciais nesta sexta-feir (17). Segundo mostram imagens em vídeo, algumas embarcações recuaram antes de atravessar a passagem.

Os contratos futuros de petróleo despencaram nesta sexta, com o mercado interpretando o anúncio de Teerã como um avanço relevante capaz de aliviar a forte disrupção no fornecimento global de energia. O petróleo WTI, referência nos EUA, fechou em queda de 12%, a US$ 83,85 por barril, enquanto o Brent recuou 9% no dia.

Ainda assim, declarações de autoridades iranianas e do presidente Donald Trump geraram incerteza sobre se o estreito está de fato aberto.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou inicialmente que o estreito estava “completamente aberto” durante o cessar-fogo com Estados Unidos e Israel. No entanto, veículos iranianos alinhados à Guarda Revolucionária divulgaram condições para a passagem segura que se assemelham às regras impostas por Teerã nas últimas semanas.

Um “falso amanhecer”

Diversos petroleiros e navios de carga tentaram deixar o estreito na sexta-feira pela rota designada pelo Irã ao redor da ilha de Larak, mas voltaram repentinamente, segundo Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da Kpler.

“Claramente, eles não receberam autorização para atravessar”, disse.

Navios comerciais precisam seguir uma rota definida por Teerã e coordenar com suas forças militares, segundo uma fonte próxima ao Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã à agência Tasnim. Embarcações não podem transitar caso tenham ligação com países considerados hostis.

“Não está claro se houve uma mudança significativa”, disse Tomer Ranaan, analista de risco marítimo da Lloyd’s List Intelligence. “O Irã ainda quer que os navios transitem por suas águas territoriais.”

Trump, por sua vez, afirmou que o bloqueio naval dos EUA contra o Irã continua em vigor. Teerã ameaçou fechar o estreito caso o bloqueio não seja suspenso.

Isso indica que o estreito permanece, na prática, fechado, disse Matthew Wright, analista sênior de frete da Kpler. “É um falso amanhecer.”

Área não foi “declarada segura”

A maior associação global de transporte marítimo, BIMCO, recomendou que embarcações evitem o estreito devido ao risco de minas. A área “não foi declarada segura para trânsito neste momento”, afirmou Jakob Larsen, chefe de segurança da entidade.

Os gestos diplomáticos entre EUA e Irã podem acalmar o mercado futuro de petróleo, mas não resolvem a interrupção física do fornecimento de energia. A disrupção tende a se agravar a cada dia em que o estreito permanecer fechado.

Os últimos navios-tanque de petróleo e derivados que deixaram o Golfo Pérsico antes do fechamento já concluíram suas longas viagens rumo à Ásia, Europa e América do Norte.

Um dos carregamentos finais é um petroleiro com petróleo iraquiano que deve chegar a Long Beach, na Califórnia, na próxima semana, segundo Wright.

Agora, um efeito dominó começa a se desenhar, com o petróleo deixando de chegar pelo estreito, disse Smith. Refinarias na Ásia, altamente dependentes do petróleo do Oriente Médio, terão de reduzir a produção.

Isso significa que países que importam produtos como combustível de aviação de refinarias asiáticas podem enfrentar escassez.

“O aperto na oferta na Ásia é maior do que em qualquer outro lugar”, afirmou Wright. “Eles já reduziram significativamente seus estoques em terra.”

A normalização do tráfego no estreito deve levar meses, segundo Wright. Grandes empresas de transporte marítimo provavelmente vão observar os primeiros movimentos antes de retomar operações de forma mais ampla.

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