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Dr. Inovação: Saúde no Brasil entra em fase de cobrança por resultados clínicos e operacionais

Publicado 20/04/2026 • 15:52 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A saúde brasileira ingressa em uma nova fase onde a digitalização simples dá lugar à cobrança por resultados operacionais e desfechos clínicos mensuráveis, disse Dr. Pedro Batista.
  • Ele destacou que o modelo anterior, baseado apenas na venda de licenças, mostrou-se insuficiente para sustentar o valor de grandes companhias.
  • Segundo o CEO da Horuss AI, a inteligência artificial permite que a tecnologia deixe de ser um repositório de dados para se tornar uma infraestrutura de coordenação assistencial.

A saúde brasileira ingressa em uma nova fase onde a digitalização simples dá lugar à cobrança por resultados operacionais e desfechos clínicos mensuráveis, disse Dr. Pedro Batista, médico e CEO da Horuss AI, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele destacou que o modelo anterior, baseado apenas na venda de licenças, mostrou-se insuficiente para sustentar o valor de grandes companhias. “Os últimos anos foram de impacto negativo para gigantes como a Hapvida e a Intermédica, que precisaram fazer muitos investimentos que não se pagaram, levando a um colapso que precisa ser revertido por meio de eficiência e plataformas que entreguem impacto real”, afirmou.

Segundo o CEO da Horuss AI, a inteligência artificial permite que a tecnologia deixe de ser um repositório de dados para se tornar uma infraestrutura de coordenação assistencial. “Saímos da diferenciação simples de funcionalidades para um impacto clínico e financeiro. Plataformas de tecnologia integrada agora atuam como infraestrutura para operacionalizar a jornada completa do cliente, acelerando a captura de valor e garantindo um engajamento contínuo”, explicou.

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A fragmentação de dados entre diferentes sistemas é apontada pelo especialista como um dos maiores gargalos para a sustentabilidade do setor no país. “O mercado brasileiro possui mais de 2.000 sistemas descentralizados que não se conversam. Precisamos migrar rápido para um padrão de estruturação completa das informações, pois paciente bem coordenado significa redução de custos, de abusos, de fraudes e de desperdícios na operação”, pontuou.

Para o médico, a nova gestão de hospitais e operadoras deve focar na prevenção e na qualidade da entrega para reduzir o custo per capita. “Saúde barata é a saúde bem feita; quando antecipamos crises e eventos críticos, o resultado clínico é melhor e o preço cai. O mercado cansou de softwares que ninguém usa e agora busca ferramentas que reduzam exames e procedimentos inadequados através da unificação da informação”.

Por fim, Dr. Pedro Batista ressaltou que o sucesso dessas novas plataformas depende da liderança de profissionais que compreendam a rotina assistencial. “Antigamente, a tecnologia era conduzida pela TI, mas agora precisa ser liderada por médicos e enfermeiros que tenham vínculo operacional. A plataforma deve incorporar todos os pontos de contato, da consulta ao tratamento domiciliar, acompanhando tudo em tempo real em uma estrutura única”.

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