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Eli Lilly compra biotech por US$ 7 bilhões e avança no tratamento contra câncer com células T
Publicado 20/04/2026 • 10:40 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 20/04/2026 • 10:40 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Eli Lilly pagará até R$ 35 bilhões bilhões pela Kelonia
A Eli Lilly anunciou nesta segunda-feira (20) a aquisição da Kelonia Therapeutics, biotech especializada em terapias contra o câncer. O acordo prevê pagamento inicial de US$ 3,25 bilhões, com valor total que pode chegar a US$ 7 bilhões (R$ 35 bilhões) dependendo do cumprimento de marcos clínicos, regulatórios e comerciais. A conclusão da transação está prevista para o segundo semestre de 2026.
A Kelonia desenvolve uma abordagem chamada in vivo CAR-T, que reprograma as células T do paciente diretamente dentro do corpo para que ataquem o tumor. A tecnologia representa uma alternativa ao método atual, no qual as células precisam ser retiradas do paciente, modificadas em laboratório e depois reintroduzidas no organismo, um processo considerado logisticamente complexo e de acesso restrito.
🔍 As células T são um tipo de célula do sistema imunológico responsável por identificar e combater células anormais, incluindo as cancerígenas. A terapia CAR-T consiste em reprogramar essas células para torná-las mais eficientes no combate ao câncer.
Leia também: O que é computação quântica? Veja dez termos do setor que você precisa conhecer agora
Jacob Van Naarden, presidente de oncologia da Lilly e responsável pelo desenvolvimento corporativo, descreveu o tratamento da Kelonia como uma terapia administrada por via intravenosa em dose única, sem necessidade de pré-condicionamento do paciente.
“Ela age sobre as células T do seu corpo, as transforma para atacar o câncer internamente e não exige nenhum pré-condicionamento”, disse Van Naarden, que classificou os dados clínicos da Kelonia como “nada menos que notáveis”.
O executivo afirmou ainda que a aquisição posiciona a Lilly no segmento de hematologia com um produto de uso amplo, sem as restrições logísticas das terapias ex vivo, hoje disponíveis principalmente em centros médicos acadêmicos especializados.
A movimentação da Lilly ocorre em um mercado que já acumula apostas bilionárias. O tratamento CAR-T da Johnson&Johnson para mieloma múltiplo, o Carvykti, registrou vendas de US$ 1,89 bilhão no ano passado. A Gilead, por sua vez, adquiriu recentemente a Arcellx e seu medicamento rival, o anito-cel, em negócio avaliado em US$ 7,8 bilhões.
🔍 As células T são um tipo de glóbulo branco do sistema imunológico, responsável por identificar e destruir células anormais, incluindo as cancerígenas. Elas não se confundem com células-tronco: enquanto as células-tronco têm a capacidade de se transformar em diferentes tipos celulares, as células T têm uma função específica de defesa do organismo. Na terapia CAR-T, essas células são reprogramadas geneticamente para reconhecer e atacar o tumor com mais precisão. A inovação da Kelonia está em fazer essa reprogramação diretamente dentro do corpo do paciente, eliminando o processo laboratorial que o método convencional exige.
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