Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EUA x China: como as terras raras viraram peça-chave na disputa global
Publicado 24/04/2026 • 09:18 | Atualizado há 3 horas
Mercados globais estão inflados e vão cair, alerta dirigente do Banco da Inglaterra
Montadoras estrangeiras apostam em tecnologia para manter espaço no mercado chinês
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dow diz que gargalo no Estreito de Ormuz pode levar vários meses para ser resolvido
Jim Cramer recomenda comprar ações da Tesla após fala de Elon Musk em teleconferência
Trump diz que cessar-fogo entre Israel e Líbano foi estendido por três semanas
Publicado 24/04/2026 • 09:18 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Pexels
EUA x China: como as terras raras viraram peça-chave na disputa global
A disputa entre Estados Unidos e China pelas terras raras entrou em uma nova fase, mais silenciosa, porém estratégica. Em vez de tarifas ou acordos comerciais, o foco agora está no controle de insumos que sustentam a economia do futuro.
Nesse cenário, as terras raras se tornaram um dos pontos mais sensíveis da rivalidade entre as duas maiores potências do mundo.
Esses minerais são indispensáveis para tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas, smartphones e sistemas de defesa. Por isso, deixaram de ser apenas recursos industriais e passaram a representar poder geopolítico.
A compra da mineradora Serra Verde pela americana USA Rare Earth, em um negócio estimado em US$ 2,8 bilhões, mostra claramente a tentativa dos Estados Unidos de reduzir sua dependência da China.
A operação envolve ativos no Brasil e faz parte de uma estratégia mais ampla de diversificação de fornecedores de minerais críticos.
O objetivo americano é construir uma cadeia mais segura e menos concentrada em um único país, especialmente em um cenário de crescente tensão comercial e tecnológica com Pequim.
Apesar dos esforços dos Estados Unidos, a China ainda mantém uma posição dominante. Nesse sentido, dados do U.S. Geological Survey (USGS) mostram que o país asiático concentra grande parte da capacidade global de processamento e refino de terras raras, etapa mais complexa e estratégica da cadeia.
Além disso, na prática, isso significa que, mesmo quando outros países extraem os minerais, é a China que, em muitos casos, realiza a etapa que transforma o material em insumo industrial utilizável.
Como resultado, essa liderança consolidada dá a Pequim uma vantagem difícil de reverter no curto prazo.
A disputa entre os dois países se intensifica com a transição energética global. De acordo com a International Energy Agency (IEA), a demanda por minerais críticos deve crescer de forma acelerada nas próximas décadas, impulsionada pela expansão de carros elétricos, turbinas eólicas e sistemas de armazenamento de energia.
Esse aumento de demanda transforma as terras raras em recursos estratégicos não apenas para o crescimento econômico, mas também para a segurança energética das nações.
Enquanto os Estados Unidos tentam reorganizar sua cadeia de suprimentos e reduzir vulnerabilidades, a China reforça sua posição dominante no processamento e na oferta global desses materiais.
O resultado é uma disputa que vai além do comércio tradicional. Trata-se de uma corrida por autonomia tecnológica, controle industrial e influência sobre o ritmo da transição energética mundial.
As terras raras deixam de ser apenas insumos industriais e passam a ocupar o centro da nova rivalidade global entre as duas maiores potências econômicas do planeta.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Raízen: credores apresentam plano de reestruturação e pressionam por acordo
2
Justiça acata pedido da PF e decreta prisão preventiva de MC Ryan, Poze do Rodo e dono da “Choquei”
3
Omã investe R$ 120 mi para ampliar píer e dobrar capacidade de porto em Santa Catarina
4
Manobra de IPO reverso revela falha na B3 e deixa investidor sem proteção
5
O que é a Cursor e por que Musk quer comprá-la por US$ 60 bilhões