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Acelen aumenta gasolina em 3,6% na Bahia; Petrobras completa 116 dias sem alterar preços
Publicado 22/05/2026 • 13:31 | Atualizado há 4 semanas
Publicado 22/05/2026 • 13:31 | Atualizado há 4 semanas
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Unsplash.
Houve alívios também de etanol (-6,90%), café em pó (-3,29%), tarifa de ônibus urbano (-0,93%) e aparelho telefônico celular (-1,05%).
A Refinaria de Mataripe, na Bahia, controlada pela Acelen, reajustou o preço da gasolina em 3,6% na quinta-feira (21). A empresa pertence ao grupo Mubadala.
O movimento indica que os preços dos combustíveis continuam sob pressão, apesar da queda do petróleo no mercado internacional nesta sexta-feira (22).
O diesel S-10 vendido pela refinaria ficou estável em relação à semana anterior. Já o diesel S-500 teve queda de 1,8%.
Por volta das 10h desta sexta-feira, o petróleo Brent recuava 1,39%, a US$ 103,40 por barril. A baixa ocorre em meio a avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.
Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), mesmo após o reajuste, a gasolina de Mataripe segue 2% abaixo do preço praticado no Golfo do México. No diesel, o valor da refinaria baiana está 10% acima do mercado externo.
Leia também: Pressão da guerra sobre a gasolina faz inflação dos alimentos acelerar no Brasil
Enquanto a Acelen reajustou a gasolina, a Petrobras completa 116 dias sem alterar o preço do combustível.
No fechamento de quinta-feira (21), a defasagem média nas refinarias da estatal era de 66%, o que abriria espaço para aumento de R$ 1,67 no mercado interno.
A expectativa é que a Petrobras anuncie um reajuste da gasolina no curto prazo, depois de aderir ao programa de subvenção do governo no último dia 20.
A estatal informou, porém, que a adesão não muda sua estratégia comercial. Segundo a companhia, a política de preços continua considerando participação de mercado, otimização dos ativos de refino e rentabilidade sustentável, sem repassar automaticamente aos preços internos a volatilidade conjuntural das cotações internacionais e do câmbio.
Leia também: “Vai acontecer já, já”, diz presidente da Petrobras sobre aumento da gasolina
No início de maio, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que aguardava a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) que trata do uso da receita adicional com a alta do petróleo para compensar o aumento da gasolina no mercado interno.
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Seguir no GoogleO PLP segue em tramitação no Congresso.
Mais recentemente, Magda disse que o reajuste da gasolina viria “já, já”. Ela também citou a queda do preço do etanol, principal concorrente da gasolina, e afirmou que a Petrobras precisa ter cuidado para não perder mercado.
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