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Adiamento de balanço da Emae acende alerta sobre governança em meio à integração com a Sabesp
Publicado 18/05/2026 • 17:19 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 18/05/2026 • 17:19 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
O adiamento da divulgação do balanço do primeiro trimestre da Emae colocou a companhia no radar do mercado e levantou questionamentos sobre governança, compliance e transparência. Para Eduardo Levy, economista e sócio responsável pela LB Endow Consultoria, o atraso exige atenção justamente por envolver uma empresa listada.
“A maior preocupação do investidor quando há um atraso é que isso remete a problemas contábeis, que muitas vezes acabam afetando o resultado da empresa”, disse Levy, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
A Emae, empresa Metropolitana de Águas e Energia, é controlada pela Sabesp e adiou a divulgação dos resultados do primeiro trimestre para 31 de maio. Levy diz, porém, que o caso atual não deve ser tratado da mesma forma que outros atrasos recentes de balanços.
Leia também: Subsidiária da Sabesp, Emae adia divulgação de balanço do primeiro trimestre para 31 de maio
“Há uma nova auditoria. Os números estão sendo refeitos, estão sendo contados novamente para não haver nenhuma dúvida daqui para frente”, completou.
De acordo com o economista, o adiamento está relacionado ao processo de reorganização da companhia após a Sabesp assumir o controle da Emae. Levy afirmou que a controladora iniciou uma integração societária e operacional da empresa e, em abril, anunciou estudos para incorporar as ações restantes e transformá-la em subsidiária integral.
Segundo ele, esse processo envolve a consolidação das demonstrações financeiras e a revisão de ativos, passivos e contingências herdadas da antiga estrutura de controle.
“Empresas listadas precisam divulgar os balanços auditados dentro dos prazos regulatórios da CVM e da bolsa de valores”, disse Levy.
O economista avalia que a reação do mercado foi limitada porque a justificativa está ligada a uma revisão interna de compliance, e não a uma incerteza direta sobre os resultados da companhia.
“Esse atraso especificamente traz menos medo do que outros casos recentes”, afirmou. “Eu acho que é uma preocupação, um conservadorismo muito bem-vindo pelo investidor.”
Levy disse ainda que a privatização da Sabesp tornou mais rigorosas as exigências de controle, reporte e compliance. Na avaliação dele, a incorporação da Emae à estrutura da companhia faz parte desse novo momento.
“O processo de privatização da Sabesp é que exigiu, na visão da Sabesp, que essa empresa herdada como uma execução de garantia fosse absorvida dentro da estrutura da Sabesp”, afirmou.
Leia também: Sabesp estuda incorporar ações da EMAE para cortar custos e unificar base acionária
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Seguir no GoogleSobre o peso estratégico da Emae, Levy avaliou que a empresa amplia a presença da Sabesp na região, mas ainda tem participação marginal diante do tamanho do negócio da controladora no estado de São Paulo.
Para os próximos anos, o economista disse esperar ganho de produtividade, maior organização e compliance mais rigoroso nas operações da Sabesp. Segundo ele, empresas de infraestrutura têm obrigações que vão além dos investidores e reguladores.
“A gente está falando de infraestrutura, de empresas que são chave para o Estado. Privatizadas ou não, elas têm uma obrigação não só junto aos investidores e aos reguladores, mas obviamente junto aos seus clientes”, concluiu.
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