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Alckmin destaca acordo UE–Mercosul, energia limpa e diplomacia como pilares da estratégia econômica do Brasil
Publicado 15/01/2026 • 09:35 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 15/01/2026 • 09:35 | Atualizado há 10 meses
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Reprodução
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento (MDIC) Geraldo Alckmin
No programa Bom Dia Ministro, exibido nesta quarta-feira (15), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, detalhou as principais frentes da política econômica externa do governo brasileiro, com foco em comércio internacional, infraestrutura logística, energia limpa e posicionamento diplomático diante de crises globais.
Ao longo da entrevista, Alckmin abordou acordos comerciais estratégicos, o desempenho do agronegócio, o papel do etanol na matriz energética e os investimentos em transporte e logística, destacando oportunidades e desafios para a competitividade do Brasil no cenário internacional.
O vice-presidente classificou o acordo entre o Mercosul e a União Europeia como “o maior acordo entre blocos do mundo”, ressaltando seu potencial para ampliar exportações brasileiras, fortalecer a integração regional e gerar previsibilidade regulatória para empresas. Segundo ele, o pacto deve ter efeitos diretos sobre emprego e renda. “Esse acordo vai trazer mais emprego, mais renda, fortalecer o agronegócio, a indústria e, consequentemente, também os serviços”, afirmou.
Alckmin destacou que as negociações foram longas e técnicas, mas resultaram em regras tarifárias equilibradas. Para o ministro, o acordo simboliza um avanço num contexto internacional marcado por protecionismo. “Você dá um exemplo que é possível, através do diálogo e da negociação, fortalecer o multilateralismo e ter livre-comércio”, disse.
Ele também ressaltou que o acordo com a União Europeia não inviabiliza negociações paralelas com os Estados Unidos, e que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém diálogo ativo com Washington para reduzir tarifas e barreiras comerciais.
Ao tratar da relação com o Irã, Alckmin afirmou que o cenário é acompanhado de forma técnica pelo Itamaraty, mas ponderou que não há, até o momento, diretrizes claras por parte dos Estados Unidos sobre eventuais restrições comerciais. O vice-presidente observou que a realidade internacional é mais complexa do que a política externa americana. “Se você pegar, países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação”, afirmou.
Segundo ele, decisões precipitadas poderiam gerar impactos negativos ao comércio. Alckmin lembrou ainda que o Irã é um mercado relevante do ponto de vista populacional, ao afirmar que “o Irã tem 100 milhões de pessoas”, defendendo cautela diplomática e equilíbrio entre interesses econômicos e relações internacionais.
O vice-presidente reafirmou a postura histórica do Brasil de não envolvimento em guerras e defesa da diplomacia. “O Brasil é um país de paz, e sempre que pode atua promovendo a paz”, afirmou. Segundo ele, conflitos armados representam o fracasso da política e trazem consequências humanitárias e econômicas severas.
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Siga o Times | CNBCAlckmin também reforçou a defesa do direito internacional, ao destacar que “não pode um país invadir o outro”, independentemente de justificativas políticas ou ideológicas. Para o ministro, o atual cenário de instabilidade global abre espaço para maior protagonismo brasileiro. “É um momento de o Brasil ser mais ouvido”, avaliou, ao defender o fortalecimento do multilateralismo.
Alckmin destacou o papel do Mato Grosso como um dos principais polos do agronegócio nacional, com forte presença na produção de soja e proteínas animais. Segundo ele, o setor vive um momento favorável, impulsionado por decisões estratégicas do governo. “A retirada da carne da tarifa de 50% vai dar um impulso maior às nossas exportações de carne”, afirmou.
Para o vice-presidente, essas medidas fortalecem a competitividade do Brasil no mercado internacional e geram impactos diretos sobre economias regionais. Ele defendeu ainda a agregação de valor à produção agropecuária por meio da agroindústria, como forma de ampliar empregos e renda.
Na área de energia, Alckmin afirmou que o Brasil se consolida como referência global em combustíveis renováveis. Segundo ele, o país alcançou um marco ao ampliar a participação do etanol na gasolina. “Qual país do mundo tem 30% de etanol na gasolina? Só o Brasil”, disse.
O vice-presidente ressaltou que cerca de 85% da frota nacional é flex, o que amplia a eficiência energética e reduz emissões. Ele também destacou o papel estratégico do Mato Grosso na produção de etanol, tanto de cana quanto de milho, reforçando a posição brasileira como líder em energia limpa. “Nós somos o campeão da energia limpa”, afirmou.
Alckmin reconheceu que o Brasil ainda enfrenta gargalos logísticos, especialmente na infraestrutura de transporte, mas destacou a necessidade de avanços contínuos. “É preciso avançar mais ainda em logística”, afirmou, ao defender investimentos estruturantes.
Segundo ele, as ferrovias têm papel central na redução de custos e no aumento da eficiência do escoamento da produção. “A ferrovia tem um papel muito importante para a gente poder chegar mais rápido aos portos com menor custo”, disse. Para o ministro, o fortalecimento da integração entre rodovias e ferrovias é essencial para ampliar exportações, aumentar a competitividade e consolidar o Brasil como protagonista no comércio internacional.
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