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Juros e Selic

‘Juros não vão cair sem tratar gasto obrigatório’, diz economista do UBS; gestor da Ibiuna rebate mudança na meta

Publicado 07/11/2026 • 19:53 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Solange Srour, do UBS WM, diz que os juros não caem se o ajuste fiscal não tratar de gastos obrigatórios no Brasil
  • Economista cita indexação entre salário mínimo e previdência, gastos com saúde e educação e redesenho de programas sociais
  • Rodrigo Azevedo, da Ibiuna, diz que mexer na meta de inflação não é solução e que o ajuste fiscal gera credibilidade

REUTERS/Denis Balibouse/File Photo

Os juros não vão cair no Brasil se o ajuste das contas públicas não tratar dos gastos obrigatórios, afirmou Solange Srour, diretora de macroeconomia para Brasil do UBS WM, em painel da conferência da ONG MBA Brasil, realizada neste sábado (7) na Kellogg School of Management.

Juros altos elevam dívida em 4 pontos ao ano

A economista avalia que o patamar atual da taxa básica pressiona a trajetória das contas públicas. “Se os juros continuarem nesse patamar, a relação dívida/PIB vai crescer 4 pontos ao ano”, afirmou.

Economista cita indexação e programas sociais

Entre as medidas que, na opinião de Srour, deveriam ser discutidas estão a indexação entre salário mínimo e previdência social, a dos gastos com saúde e educação e o redesenho de programas sociais.

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Ajuste fiscal gera credibilidade e leva à queda dos juros

Já o gestor e co-diretor de investimentos da Ibiuna, Rodrigo Azevedo, afirmou no mesmo painel que a proposta discutida nos últimos dias pelo economista André Lara Resende não resolve o alto custo de capital no Brasil. Para ele, o debate é “muito barulho por nada”, em tradução livre da expressão em inglês usada por Azevedo.

“Só ajustar o fiscal já cria credibilidade na política econômica que vai levar à queda da taxa de juros”, disse.

Meta de inflação não é solução, diz gestor

Azevedo também criticou as “pessoas que falam que mexer na meta de inflação seria a solução mágica”. “Basta olhar a história e ver que isso não faz sentido”, afirmou.

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