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Aliados de Moraes articulam suspeição de Nunes Marques em julgamentos do caso Master
Publicado 23/09/2026 • 09:35 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 23/09/2026 • 09:35 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Nelson Jr./SCO/STF
Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em montagem com fotos de sessões da Corte.
A possível volta de Kassio Nunes Marques aos julgamentos sobre o Banco Master abriu uma nova tensão no Supremo Tribunal Federal (STF). A discussão agora é se o ministro pode voltar a votar nesses processos.
Nunes Marques avalia retomar a participação depois das eleições. A pessoas próximas, ele tem dito que o impedimento declarado na sessão de 15 de setembro foi uma situação específica, ligada à presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que os outros casos devem ser analisados separadamente.
Nesse contexto, ministros próximos a Alexandre de Moraes articulam levar ao plenário uma discussão sobre a suspeição de Nunes Marques caso ele volte a votar, segundo a Coluna do Estadão. A estratégia seria usar informações sobre relações atribuídas ao ministro e ao filho dele, o advogado Kevin Marques, com pessoas ligadas a Daniel Vorcaro. Nos bastidores, o grupo também sinaliza que a volta de Nunes pode gerar novos questionamentos dentro da Corte.
Leia também: Nunes Marques avalia rever impedimento e voltar a julgamentos do Master após eleições
Na sessão de 15 de setembro, Nunes Marques declarou-se impedido de participar da análise da Petição 16.662, relacionada a informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro que mencionavam Alexandre de Moraes.
O ministro afirmou que o julgamento poderia produzir impactos no cenário político-eleitoral e que, como presidente do TSE, não se sentia confortável em participar da discussão a poucos dias do primeiro turno das eleições. O impedimento foi registrado pelo próprio Supremo.
Dias Toffoli também ficou fora do julgamento, mas por outro motivo: declarou suspeição por foro íntimo.
Depois daquela sessão, Nunes Marques passou a indicar que considera seu afastamento restrito a essa situação. Ele também rejeita a possibilidade de que sua saída do julgamento provoque nulidades que possam beneficiar Vorcaro ou outros investigados.
A discussão sobre a participação de Nunes Marques ocorre depois da divulgação de mensagens extraídas do celular de Vorcaro que mencionam Kevin Marques.
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Siga o Times | CNBCEm uma conversa com Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, aparecem os contatos de Kevin acompanhados de uma referência a pagamentos de R$ 500 mil por mês ligados à Consult Inteligência Tributária. Em outro momento, a empresa aparece entre pagamentos tratados como prioritários.
As mensagens, porém, não comprovam que Kevin tenha recebido R$ 500 mil mensais.
A assessoria do advogado afirma que ele nunca prestou serviços ao Banco Master nem recebeu dinheiro de Vorcaro. Segundo a defesa, Kevin recebeu R$ 281,6 mil da Consult por serviços jurídicos especializados na área tributária administrativa, sem relação com o STF.
Nunes Marques também negou ter recebido dinheiro de Vorcaro ou atuado em processos de interesse do ex-banqueiro. Na sessão do dia 15, afirmou ainda que o filho nunca prestou serviços ao Master.
A participação de Nunes Marques ganhou peso porque o Supremo já mostrou divisão sobre a condução dos processos relacionados à crise entre Moraes e André Mendonça.
Na sessão de 15 de setembro, o STF analisava se as Petições 16.662 e 16.704 deveriam tramitar juntas. Quando Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento, o placar estava em 4 a 3 pela manutenção dos casos separados. O mérito das acusações ainda não havia sido analisado.
Nunes Marques e Toffoli não participaram dessa votação.
A Petição 16.662 tem origem em relatório produzido pela Polícia Federal a partir de informações extraídas do celular de Vorcaro e relacionadas a Moraes. Já a Petição 16.704 envolve questionamentos sobre a atuação de André Mendonça em investigações ligadas ao caso Master.
A sessão que trataria da Petição 16.704 nesta quarta-feira (23) também foi retirada da pauta. O STF informou que uma nova data será definida depois que o plenário estabelecer os parâmetros para a tramitação dos processos.
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