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Após quebra de sigilo de Lulinha, CPMI do INSS convoca André Moura
Publicado 26/02/2026 • 13:35 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/02/2026 • 13:35 | Atualizado há 2 meses
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Lulinha
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS elevou o tom das investigações ao aprovar a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A decisão amplia o alcance do inquérito que apura fraudes em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas em todo o país.
O movimento marca uma nova fase da comissão, que passa a avançar sobre fluxos financeiros e possíveis conexões políticas dentro do esquema.
Leia também: CPMI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho de Lula e termina em confusão
O requerimento foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que também solicitou acesso ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do empresário.
Segundo investigações da Polícia Federal, mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como operador do esquema, mencionam um repasse de R$ 300 mil para “o filho do rapaz”. Para os investigadores, a expressão poderia se referir a Lulinha.
Para Gaspar, a medida é necessária para aprofundar a apuração. “A quebra dos sigilos bancário e fiscal, bem como o acesso ao RIF, tornam-se imperativos técnicos”, afirmou.
A defesa de Fábio Luís nega qualquer envolvimento. Em nota, os advogados afirmaram que ele não participou de irregularidades nem recebeu recursos ilícitos e que aguarda acesso aos autos para se manifestar.
Leia também: CPI do INSS: “Temos um cadáver a ser exumado”, diz Rogério Marinho sobre a necessidade de quebra de sigilo bancário
A CPMI aprovou, em bloco, um pacote de 87 requerimentos, ampliando significativamente o escopo das investigações.
Entre as medidas, está a quebra de sigilo do Banco Master, além da convocação de novos investigados, como:
• Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco
• Danielle Miranda Fontelles, apontada como operadora internacional do esquema
• Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor parlamentar
• André Moura, ex-deputado federal citado nas investigações
Segundo parlamentares, o objetivo é rastrear movimentações financeiras atípicas, estruturas de lavagem de dinheiro e possíveis conexões com organizações criminosas.
Leia também: Presidente da CPMI do INSS faz acordo para ter depoimento do banqueiro Daniel Vorcaro
A investigação está ligada à Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.
O foco é um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários, que teria afetado milhões de aposentados e pensionistas.
De acordo com as apurações, entidades e intermediários realizavam cobranças indevidas diretamente na folha de pagamento dos beneficiários, gerando prejuízos bilionários.
A votação dos requerimentos ocorreu sem discussão individual, o que gerou forte reação de parlamentares e acabou em confusão.
Após o anúncio do resultado, houve empurra-empurra e troca de agressões físicas, levando à interrupção da sessão.
O episódio expõe o clima de tensão política em torno da investigação, que envolve nomes ligados ao governo e ao sistema financeiro.
Além das medidas investigativas, a CPMI ouviu o empresário Paulo Camisotti, que é investigado por suposta participação no esquema.
Outros depoimentos previstos não ocorreram. O deputado Edson Araújo alegou problemas de saúde, enquanto o advogado Cecílio Galvão não compareceu por compromissos profissionais. Diante disso, a comissão determinou a possível condução coercitiva do advogado.
A expectativa é que, com a quebra de sigilos e o cruzamento de dados financeiros, a CPMI avance na identificação da estrutura do esquema.
Para o mercado e para a política, o caso tende a ganhar ainda mais relevância. A investigação entra agora em uma fase em que dinheiro, poder e influência passam a ser analisados juntos.
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