Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Classificação de PCC e CV como terroristas pode afetar turismo corporativo no Brasil
Publicado 29/05/2026 • 23:35 | Atualizado há 2 semanas
Oracle supera expectativas, mas ações caem após plano de captar mais US$ 20 bilhões
Wall Street precisará aprender a economia dos tokens antes dos IPOs de IA; SpaceX oferece prévia
SoftBank despenca mais de 8% enquanto ações de tecnologia da Ásia caem, acompanhando perdas de Wall Street
Meta fecha acordo para data center de IA na Índia enquanto amplia infraestrutura global
Índices futuros do Dow Jones caem 400 pontos após Trump afirmar que o Irã demorou demais nas negociações
Publicado 29/05/2026 • 23:35 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pode afetar a imagem do Brasil no exterior e pressionar especialmente o turismo corporativo, afirmou Gustavo Goes, fundador da São Roque Invest e especialista em turismo.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Goes disse que a medida ocorre no melhor momento histórico do turismo brasileiro. Segundo ele, o país recebeu 9,3 milhões de turistas internacionais em 2025, alta de 37% em relação ao ano anterior, quando o setor já havia crescido 14%.
“Essa classificação como terrorista chega exatamente nesse pico”, afirmou.
Para o especialista, o impacto mais imediato pode não estar apenas no turista de lazer, mas em executivos, investidores e participantes de feiras e eventos corporativos. Goes afirmou que empresas estrangeiras, especialmente americanas, costumam ter políticas automáticas de risco para viagens.
“O CFO americano que ia vir para São Paulo para uma reunião de investimentos, o executivo que ia participar de uma feira setorial, esse é o primeiro a cancelar”, disse. “Quando sobe um alerta consular, o sistema mesmo bloqueia.”
Leia também: Classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA traz risco econômico ao Brasil
Goes afirmou que a classificação também pode aumentar custos de compliance para investidores estrangeiros que avaliam negócios no Brasil. Segundo ele, empresas podem precisar reforçar controles para evitar qualquer exposição indireta a redes associadas ao crime organizado.
“Essa impressão que a gente leva agora, através desse comunicado, é um tanto quanto negativa”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a reação do setor deve envolver três frentes. A primeira é uma comunicação proativa de autoridades e destinos turísticos, antes que alertas internacionais se consolidem como manchetes negativas no exterior.
“A narrativa não pode ser muito reativa”, disse.
A segunda frente, segundo Goes, é diferenciar os destinos brasileiros. Ele afirmou que a atuação do crime organizado está mais concentrada em grandes centros urbanos, enquanto cidades do interior, a Serra Gaúcha e destinos premium no Nordeste precisam reforçar uma identidade própria ligada à segurança.
“Um dos motivos pelos quais as pessoas procuram esses destinos é pela segurança também”, afirmou.
Goes também defendeu maior articulação do setor privado em conversas diplomáticas. Para ele, o tema não deve ser tratado apenas como pauta de governo.
Do lado do poder público, o especialista disse que o Brasil pode se inspirar em estratégias adotadas por países como Portugal, Colômbia e Costa Rica, que passaram a incluir segurança como argumento central na construção de imagem turística.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleLeia também: Classificação de PCC e CV como terroristas pode elevar custos e afastar investimentos do Brasil
“É o momento da Embratur e do Ministério do Turismo se movimentarem para começar a posicionar o Brasil dessa forma”, afirmou.
Goes avaliou que o Brasil precisa deixar claro ao mercado internacional que a classificação dos grupos criminosos não equivale ao risco associado a organizações terroristas com motivações políticas ou religiosas.
“O Brasil precisa saber agora passar essa imagem para o exterior: de que o Brasil possui segurança, sim, e não é isso que vai atrapalhar o turismo aqui”, disse.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Anthropic lança o Claude Fable 5, sua inteligência artificial mais poderosa
2
Qual a probabilidade de ganhar na Quina de São João? Entenda as chances do concurso milionário
3
Naskar troca de dono pela segunda vez, app segue fora do ar e investidores sem o dinheiro
4
iFood expõe milhões de brasileiros a golpistas e omite fato das autoridades de proteção de dados
5
Quina de São João 2026 pode pagar o maior prêmio da história da modalidade; veja