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Azul está preparada para enfrentar cenário de incertezas, diz CEO
Publicado 09/07/2026 • 12:54 | Atualizado há 43 minutos
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Publicado 09/07/2026 • 12:54 | Atualizado há 43 minutos
KEY POINTS
O CEO da Azul, John Rodgerson, demonstrou otimismo com o futuro da empresa, que passou a negociar suas ações na NYSE (Bolsa de Nova York) nesta quinta (09).
Apesar do cenário de incertezas provocado, especialmente, pela retomada da guerra entre Estados Unidos e Irã e volatilidade nos valores dos combustíveis, o executivo afirmou ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que a empresa está preparada para enfrentar desafios.
Rodgerson relembrou também o período conturbado enfrentado pela empresa nos últimos anos, destacando a era mais severa da pandemia de Covid-19 e a desvalorização do real frente ao dólar.
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A pandemia de Covid-19 causou a maior crise da história da aviação. O evento provocou colapso nas viagens aéreas e prejuízos bilionários em decorrência das restrições de mobilidade e das medidas de distanciamento social. “Passamos por dias difíceis com a pandemia de Covid”, afirmou Rodgerson.
O setor enfrentou uma queda histórica na demanda, além de desafios operacionais e mudanças estruturais significativas. Em 2020, o número de passageiros caiu mais da metade no Brasil e no mundo. No auge da crise, a redução da oferta de voos e da movimentação de passageiros nos mercados internacionais ultrapassou 90%.
O CEO ainda comentou a desvalorização cambial, que impactou significativamente a Azul. A maior parte dos custos das empresas do segmento está atrelada ao dólar. Em contrapartida, uma grande parcela das receitas é gerada em moeda nacional.
“O câmbio do Brasil desvalorizou 50% em tempo muito curto. Nós tivemos que nos reinventar, limpar nosso balanço, o que não foi bom para os acionistas, mas foi bom para proteger a empresa”, afirmou. “Nós fizemos tudo para nos proteger e tirar o risco do negócio”, declarou o CEO.
“O fato de nós estarmos de volta na New York Stock Exchange em mais ou menos um ano, depois de tudo o que nós tivemos que fazer, é um grande orgulho para o nosso time e para todos os nossos investidores”, completou.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Azul inicia “novo capítulo” com estreia na Bolsa de Nova York nesta quinta (09)
O movimento da Azul marca um novo capítulo após a reestruturação financeira concluída no primeiro semestre. Mais cedo, em discurso, Rodgerson disse acreditar que “o melhor está por vir” e que a empresa nunca esteve tão bem posicionada quanto neste momento.
Durante a cerimônia de estreia na NYSE, Rodgerson classificou a data como um momento de celebração e destacou que, mesmo diante das adversidades, a Azul preservou sua cultura organizacional, seus princípios e saiu fortalecida.
De acordo com ele, a companhia registra atualmente uma receita cerca de duas vezes maior do que a obtida antes da pandemia, um EBITDA três vezes superior e um nível de alavancagem inferior ao registrado no período pré-Covid.
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Rodgerson também ressaltou que a Azul vai além do transporte aéreo, ao contar com diferentes fontes de receita.
Entre elas, citou o programa de fidelidade, que possui quase um milhão de cartões emitidos, além da operação de viagens da empresa. O executivo ainda destacou o apoio de investidores estratégicos, como United Airlines e American Airlines, que decidiram investir na companhia.
Mesmo com a transferência para a principal bolsa de Nova York, a Azul continuará negociando suas ações sob o código AZUL. A saída da NYSE American será formalizada por meio de um pedido à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.
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