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Gastos das companhias aéreas americanas com combustível disparam 84% em um ano; entenda
Publicado 08/07/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/07/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: reprodução Aeroin
EM EDIÇÃO Gastos das companhias aéreas americanas com combustível disparam 84% em um ano; entenda
As companhias aéreas dos Estados Unidos registraram um forte aumento nos gastos com combustível de aviação em maio de 2026, refletindo os impactos da alta dos preços da energia provocada pelas tensões no Oriente Médio.
Dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas de Transporte mostram que as empresas desembolsaram US$ 6,66 bilhões no mês, um avanço de 84% em comparação com maio de 2025, mesmo com uma leve redução no consumo de combustível.
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Embora o valor gasto tenha disparado, o volume de combustível utilizado pelas companhias praticamente permaneceu estável. Em maio, as empresas consumiram 1,627 bilhão de galões, uma queda de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
O principal motivo para o aumento das despesas foi a valorização do combustível de aviação. O preço médio pago pelas companhias chegou a US$ 4,09 por galão em maio, contra US$ 2,21 registrados um ano antes. O valor ficou apenas ligeiramente abaixo dos US$ 4,11 por galão pagos em abril.
Este foi o segundo mês consecutivo em que os gastos do setor ultrapassaram a marca de US$ 6 bilhões. Em abril, as despesas haviam somado US$ 6,47 bilhões, segundo o New York Post.
O aumento dos preços do combustível ocorreu após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que afetou o mercado global de petróleo.
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As preocupações com interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo, elevaram os custos da matéria-prima e, consequentemente, do combustível utilizado pela aviação.
Como o combustível representa uma das maiores despesas operacionais das companhias aéreas, qualquer variação expressiva no preço impacta diretamente os resultados financeiros do setor.
Com custos mais elevados, empresas aéreas ao redor do mundo adotaram medidas para reduzir o impacto financeiro. Entre as estratégias estiveram o reajuste das tarifas, aumento de taxas cobradas dos passageiros e redução da frequência de alguns voos.
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Essas ações buscam compensar parte da pressão sobre as margens de lucro enquanto os preços da energia permanecem elevados.
Apesar da forte alta registrada em maio, o mercado passou a mostrar sinais de alívio nas semanas seguintes.
Segundo o Índice de Combustível de Aviação da Argus nos Estados Unidos, o preço médio do galão caiu para US$ 2,88 nos principais aeroportos de cidades como Chicago, Houston, Los Angeles e Nova York. Desde meados de junho, a cotação permanece abaixo de US$ 3 por galão.
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A redução ocorreu após um cessar-fogo provisório entre Estados Unidos e Irã diminuir parte das preocupações do mercado.
No entanto, a situação ainda é considerada instável, principalmente após novos incidentes envolvendo navios no Estreito de Ormuz e mudanças na política americana para as exportações de petróleo iraniano.
Os investidores agora acompanham os balanços das companhias aéreas para medir o impacto da escalada dos custos sobre o desempenho financeiro do setor.
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A expectativa é que as companhias aéreas comentem se a recente queda no preço do combustível será suficiente para aliviar as despesas nos próximos meses ou se ainda haverá reflexos da volatilidade observada ao longo do primeiro semestre de 2026.
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