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Bienal de São Paulo recebe número recorde de 760 mil visitantes; veja os destaques da edição

Publicado 14/09/2026 • 15:59 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • 28ª Bienal de São Paulo bate recorde com cerca de 760 mil visitantes em dez dias de evento.
  • Editoras registram forte alta nas vendas, com destaque para Buzz (+360%), Rocco (+121%) e Companhia das Letras (+67%).
  • Público jovem ganha protagonismo e impulsiona romances, fantasia e autores populares nas redes sociais.

Foto: divulgação/ site oficial Bienal do Livro SP

A 28ª Bienal do Livro de São Paulo chegou ao fim neste domingo (13), no Distrito Anhembi, após dez dias de programação, entre 4 e 13 de setembro. Segundo a organização, esta foi a maior edição da história do evento, com aproximadamente 760 mil visitantes. O público superou o recorde anterior, de 722 mil pessoas, registrado em 2024. Em cinco dias, os ingressos se esgotaram.

A movimentação intensa marcou boa parte da programação, com corredores cheios e filas em determinados estandes e ativações. Entre os números divulgados pelos organizadores estão 87 mil m² de área total, sendo 75 mil m² de área expositiva, 269 expositores e 3,65 milhões de livros ofertados. A média de faturamento dos expositores cresceu 57% em relação à edição de 2024.

O público jovem esteve entre os principais destaques do evento. Leitores dessa faixa etária procuraram obras de diferentes autores, incluindo nomes que ganharam popularidade nas redes sociais, como Lynn Painter e Ali Hazelwood. A procura, porém, não se restringiu a livros de menor extensão: títulos com mais de 500 páginas também estiveram entre os escolhidos.

A edição também consolidou a presença dos chamados Book Charms, descritos como livros em formato de chaveiro, e registrou a utilização de cashback dos ingressos em compras realizadas dentro do evento. Houve cancelamentos de última hora, entre eles os da ministra do STF Carmen Lúcia e da biógrafa de Freddie Mercury, Lesley-Ann Jones. Os cancelamentos não prejudicaram o andamento geral da Bienal.

Outro episódio que repercutiu envolveu um homem vestido com uma máscara do personagem Ghostface no estande da Fruto Proibido. Vídeos mostraram o homem beijando e realizando outros atos sugestivos com visitantes. A editora declarou que não o contratou e afirmou que ele teria ido espontaneamente ao evento fantasiado.

O desempenho comercial das editoras também foi um dos destaques. A Companhia das Letras informou crescimento de 67% no faturamento e de 55% no volume de vendas em comparação com a Bienal anterior. Os resultados incluem os selos Bloom Brasil, Seguinte e Paralela. Para Luiz Schwarcz, fundador e CEO da companhia, a edição foi marcada pela esperança, que ele relacionou à presença maciça de jovens e ao entusiasmo e amor pelos livros.

Raphael Montes teve oito obras entre as 15 mais vendidas da Companhia das Letras. O primeiro lugar ficou com A estranha na cama, seguido por Jantar secreto. A terceira posição foi ocupada por Binding 13, de Chloe Walsh. Jantar secreto, em edição especial, apareceu em quarto, enquanto Suicidas ficou em quinto e Dias perfeitos, em edição especial, em sexto. Na sequência, vieram Box Amores improváveis, de Elle Kenedy; Uma família feliz; O acordo, também de Elle Kenedy; A cabeça do santo, de Socorro Acioli; Heartstopper #6, de Alice Oseman; Uma mulher no escuro; Dias perfeitos; O risco, de S. T. Abby; e Bom dia, Verônica, de Raphael Montes e Ilana Casoy.

No Grupo Harper Collins, que reúne selos como Pitaya, HarperKids, Thomas Nelson Brasil e Harlequin, o faturamento informado em comunicado à imprensa foi 2,5 vezes superior ao de 2024. Entre os autores clássicos cujos direitos de venda são detidos pela editora estão J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis e Agatha Christie.

A lista dos dez livros mais vendidos do grupo foi liderada por Dungeons & Drama, de Kristy Boyce, seguido por Dates & Dragons, também de Boyce, e Dados & Disputas. Depois, aparecem Lembranças de quando te amei, de Paola Aleksandra; A canção dos dragões perdidos e O despertar da lua caída, ambos de Sarah A. Parker; O profeta de ferro, de Cristina Bomfim; Box de Luxo Pocket – O Senhor dos Anéis + O Hobbit, de J.R.R. Tolkien; Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, de C.S. Lewis; e Diário de uma garota esquisita 2: entre likes e surtos digitais, de Thalita Rebouças.

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A Rocco apostou em uma decoração inspirada em antigos cinemas de rua. A editora informou faturamento 121% maior que o registrado em 2025, resultado que, segundo a própria empresa, representa o maior faturamento de sua história em bienais do livro. No estande, os dez títulos de maior venda foram Coração de Cristal Partido, de Ariani Castelo; Kiwi e Os Garotos Perdidos, de Ana Jeckel; Bons Tempos: Yesteryear, de Caro Claire Burke; Ignis Lacrimosa, de Helena Lopes; Powerless, de Lauren Roberts; O Abismo de Celina, de Ariani Castelo; A Hora da Estrela, de Clarice Lispector; e Box com a trilogia Jogos Vorazes, Amanhecer na Colheita e Jogos Vorazes, de Suzanne Collins.

Na Intrínseca, o faturamento cresceu 85% em relação à Bienal de 2024. As sessões de autógrafos de SenLinYu estiveram entre os momentos de maior lotação. A editora apontou fantasia e comédias como gêneros de destaque, seguidos por suspense e terror. Lynn Painter ocupou seis posições entre os dez títulos mais vendidos: Patinando no amor, Melhor do que nos filmes, Não é como nos filmes, Apostando no amor, Confusões do amor e Mil vezes amor. Completaram a lista O massacre da família Hope, de Raley Sager; Série Não Mexa, de Mikito Chinen; Alchemised, de SenLinYu; e A guerra da papoula, de R. F. Kuang.

Editora Alt e Globo Livros também registraram crescimento. Segundo Mauro Palermo, diretor da editora, as vendas aumentaram 100% em relação a 2024. O estande recebeu autores como Hannah Bonam-Young e Bal Khabra. Os cinco livros mais vendidos foram Adversária do Vilão, de Hannah Nicole Maehrer; Jogo a longo prazo, de Rachel Reid; Diários de uma apotecária, de Natsu Hyuuga; Box da série Os Naturais, de Jennifer Lynn Barnes; e Em rota de colisão, de Bal Khabra.

O Grupo Editorial Record informou ter vendido 170 mil livros até domingo (13), alta de 76% na comparação com o mesmo período da última Bienal de São Paulo, com aumento de 30% entre os brasileiros. Na soma das vendas, os autores apontados como de maior peso foram Colleen Hoover, Sarah J. Maas, Holly Black, Freida McFadden, Carla Madeira e Babi A. Sette. Entre os livros mais vendidos mencionados estão Verity, de Colleen Hoover; Quando, de Carla Madeira; e Meu Mafioso Favorito, de Babi A. Sette.

Sextante e Arqueiro, integrantes do mesmo grupo editorial, tiveram aumento de 82% em relação à edição anterior da Bienal de São Paulo. O resultado foi impulsionado por títulos de Ali Hazelwood, identificada como neurocientista italiana. Seus livros viralizaram no TikTok e receberam adaptações para a Netflix. Outro destaque foi Murdoku, obra de Manuel Garand que combina a resolução de mistérios com o Sudoku.

Na Sextante, os três livros mais vendidos foram Murdoku, A Morte É Um Dia Que Vale a Pena Viver, de Ana Claudia Quintana Arantes, e Vertigem, de Lela Brandão. Já a Arqueiro teve cinco títulos no ranking informado: Jogo de Amor para Dois, A Hipótese do Amor, Amor, Teoricamente e No Fundo É Amor, todos de Ali Hazelwood, além de A Última Carta, de Rebecca Yarros.

O Grupo Autêntica/Editora Gutemberg fechou a edição com arrecadação 84% maior que a registrada na Bienal de 2024. Em relação à Bienal do Rio de Janeiro de 2025, a quantidade foi 160% maior. A lista dos 15 livros mais vendidos foi liderada por A música da minha vida – volume 1, de Paula Pimenta; Era uma vez um coração partido, Caraval e Balada dos felizes para nunca, de Stephanie Garber. Na sequência, aparecem Minha vida fora de série – 1ª temporada, Minha vida fora de série – 5ª temporada, Cine Killer, de Renné França; O que resta de nós, de Virginie Grimaldi; A lenda da caixa das almas, de Paola Siviero; A relíquia perdida, de Alejandro G. Roemmers; Fora de jogo, de Avery Keelan; Fazendo meu filme – volume 1; Apelo final, de Janice Hallet; Talvez você deva conversar com alguém, de Lori Gottlieb; e De volta aos 15, de Bruna Vieira.

A Buzz Editora realizou sessões de autógrafos, rodas de conversa e encontros com autores e informou crescimento de 360% nas vendas. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pelo selo Neon, voltado ao público jovem. Durante o período da Bienal, três autoras brasileiras venderam, juntas, mais de 4 mil livros: Andresa Rios, com Até que a Morte nos Contrate; Marina Dutra, com Sonho e Pesadelo; e Nicole Oliveira, com Altarin.

Além dos resultados comerciais, os organizadores informaram que a Bienal contou com 800 autores, dos quais 91% eram brasileiros. Foram disponibilizados R$ 20 milhões em vales-livro, que beneficiaram 52 mil estudantes e 154 mil servidores da rede municipal. Também foram contemplados 2 mil servidores e colaboradores da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

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