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Bloqueio formado por indígenas e MST em ferrovia de MG causa prejuízo “extraordinário” e pode gerar efeito cascata, diz presidente da FIEMG

Publicado 26/03/2026 • 19:16 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Presidente da FIEMG diz que bloqueio na EFVM provoca prejuízo “extraordinário” para passageiros e transporte de cargas.
  • Segundo Roscoe, paralisação pode gerar atraso em exportações, custo adicional para empresas e impacto em cadeias que dependem de insumos importados.
  • Empresário defende desocupação imediata da ferrovia e afirma que protestos não podem interromper ativos essenciais.

O bloqueio em um trecho da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), em Resplendor, no leste de Minas Gerais, já provoca prejuízos relevantes para a indústria, transporte de cargas e passageiros, segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC nesta quinta-feira (26), Roscoe classificou o impacto da paralisação como “extraordinário” e afirmou que os efeitos vão além da suspensão do trem de passageiros entre Belo Horizonte e Cariacica.

“O prejuízo é extraordinário. Ele tanto afeta a população, através da paralisação do trem de passageiros, como também o transporte de cargas. Essa ferrovia representa mais de 12% do transporte ferroviário no Brasil, cuja a maior parte da sua carga é minério de ferro, mas tem também mais de 20% de carga geral”, disse.

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Segundo ele, a interdição atinge uma infraestrutura estratégica para o país e não pode ser tratada como um problema localizado. Roscoe afirmou que a EFVM tem papel relevante tanto no escoamento da produção brasileira quanto na ligação ferroviária de longa distância entre capitais.

“Ela tem um papel estratégico para o escoamento da produção brasileira muito grande, além de ser um trem de passageiros de volume — o único que liga duas capitais hoje, a única ligação ferroviária hoje. Isso está impedindo brasileiro de ir e vir, bem como o transporte de carga, ferindo a Constituição”, afirmou.

O presidente da FIEMG também disse ver risco de efeito cascata sobre a indústria e o comércio exterior, com reflexos sobre exportações, importações e custos empresariais.

“Com certeza a paralisação tem custos bilionários. Eles não são milionários. Navios ficam parados esperando a carga que não chegou, vai ter demurrage. Empresas começam a paralisar também pela falta da carga que também não chega. Ela não é só uma ferrovia que leva produtos para exportação, ela também traz produtos importados que são essenciais para setores como, por exemplo, siderurgia”, disse.

Na avaliação dele, as perdas tendem a se espalhar por diferentes pontas da cadeia produtiva.

“É como se a gente tivesse a principal rodovia do Brasil interditada seis dias. É um dano dessa natureza. Lembrando que a ferrovia transporta mais carga do que qualquer rodovia”, afirmou.

Roscoe também comentou a perspectiva de negociação para encerrar o bloqueio. Segundo ele, a desocupação da ferrovia deveria ocorrer de forma imediata, ainda que haja espaço para diálogo.

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“Eu espero que haja um entendimento e que a via seja desocupada imediatamente, já que a empresa se disponibilizou a negociar. Mas esse tipo de manifestação pela força, ela deve ser coibida no Brasil. Isso não tá dentro do Estado Democrático de Direito”, disse.

O presidente da FIEMG criticou ainda o uso de bloqueios em serviços considerados essenciais e afirmou que esse tipo de ação pode abrir precedente para novas paralisações.

“Se cada grupo que se entender no direito de A ou de B paralisar rodovias, paralisar estradas, interditar serviços essenciais, nós vamos ter o caos. O Brasil, em pouquíssimo tempo, ele vai paralisar”, afirmou.

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