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Brasil monta comitê e convoca indústria e agro para discutir tarifas dos EUA
Publicado 14/07/2025 • 17:14 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 14/07/2025 • 17:14 | Atualizado há 1 ano
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, detalhou nesta segunda-feira (14) as primeiras medidas do governo brasileiro diante do anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a aplicação de tarifas de 50% às exportações do Brasil para os Estados Unidos a partir de 1º de agosto.
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Segundo Alckmin, foi criado um Comitê de Trabalho formado pelo MDIC, Casa Civil, Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Fazenda. A primeira etapa será o diálogo com o setor privado brasileiro, em reuniões marcadas para esta terça-feira (15), no próprio MDIC, em Brasília.
A agenda foi dividida em dois blocos. Às 10h, o governo receberá representantes de setores industriais mais expostos à relação comercial com os EUA, como aeronáutico, siderúrgico, alumínio, celulose, máquinas, calçados, móveis e autopeças.
Às 14h, será a vez do setor agroexportador, incluindo suco de laranja, carnes, frutas, mel, couro e pescado. Para essa reunião, também foram convocados os ministros da Agricultura (Mapa), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Pesca. No bloco da manhã, participará o Ministério de Portos e Aeroportos, devido à pauta aeronáutica.
Alckmin destacou que essa será apenas a primeira rodada de escuta e articulação: “Isso não vai se limitar a amanhã. Isso é a primeira conversa, mas nós vamos dar continuidade a esse trabalho”, afirmou.
O vice-presidente alertou que os impactos das tarifas não se restringem ao lado brasileiro. “Vamos também marcar com entidades e empresas americanas, porque há uma integração de cadeia produtiva entre os países”, explicou. Um dos exemplos citados foi o da siderurgia.
“O Brasil é o terceiro comprador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos. Com esse insumo, fazemos o aço semiacabado e exportamos para os americanos produzirem o bem final, como motores e automóveis. É evidente que empresas americanas também serão afetadas.”
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Siga o Times | CNBCAlckmin também revelou que o Brasil já vinha tentando um diálogo técnico e político com os EUA desde antes do anúncio oficial das tarifas. Ele citou reuniões por videoconferência com Howard Lutnick, secretário do Comércio dos EUA, e com o embaixador Grier, da representação comercial americana (USTR). Segundo o ministro, uma proposta de negociação foi formalmente enviada aos Estados Unidos em 16 de maio, mas ainda não obteve resposta.
Até a semana anterior ao anúncio das tarifas, as tratativas continuavam em nível técnico. O governo brasileiro agora espera que, com o avanço das conversas com o setor privado e parceiros americanos, haja espaço para negociações e revisão da medida.
A criação do comitê será formalizada por meio de um decreto que regulamenta a Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25), aprovada pelo Congresso Nacional em abril. O texto prevê a adoção de contramedidas econômicas e comerciais por parte do Brasil, sempre que houver ações discriminatórias por parte de parceiros internacionais.
Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo do comitê é coordenar as ações do governo federal em defesa da economia nacional, ouvindo o setor produtivo e dialogando com os parceiros internacionais para evitar prejuízos ao comércio exterior e ao emprego no país.
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