Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
BRB/Master: caso expõe crise e exige reação regulatória no mercado financeiro, diz especialista
Publicado 17/04/2026 • 09:17 | Atualizado há 7 meses
O que os bilionários de Wall Street estão dizendo sobre a vitória esmagadora dos democratas nas eleições de meio de mandato
Trump fala sobre salão de festas da Casa Branca enquanto Vance atribui derrota republicana à guerra contra o Irã
Empresas hyperscalers e Apple disparam após resultados eleitorais eliminarem incerteza dos investidores
Bilionários da tecnologia sofrem com a vitória esmagadora dos democratas sobre os republicanos
Eleições nos EUA: primeiras urnas fecham enquanto o controle da Câmara e do Senado permanece indefinido
Publicado 17/04/2026 • 09:17 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
As investigações da Polícia Federal envolvendo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro revelam um problema de dimensão sistêmica no mercado financeiro brasileiro, segundo avaliação de Hudson Bessa, especialista em mercado financeiro da Escola de Administração da ESPM.
Em entrevista nesta sexta-feira (17) ao programa Pre-Market, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Bessa afirmou que o caso ultrapassa a esfera de uma simples fraude bancária. “Olhar só como uma questão de fraude financeira hoje está ficando pequeno”, disse. Para ele, os indícios apontam para um “grande esquema de lavagem de dinheiro”.
O especialista classificou o episódio como “lamentável”, mas ressaltou que o caso do Banco Master tem características inéditas em comparação a crises bancárias anteriores no país.
Segundo Bessa, embora o Brasil já tenha enfrentado colapsos de instituições como Bamerindus e Econômico, o episódio atual seria diferente por envolver conexões com diversas esferas institucionais.
Leia também: Propina em imóveis: veja como funcionava o esquema apontado pela PF no caso BRB
Ele citou menções a fundos, suspeitas envolvendo servidores do Banco Central, possíveis reflexos na CVM, fundos de previdência estaduais e municipais e até discussões políticas ligadas ao FGC e ao mandato de diretores do Banco Central. “Tem algo sistêmico que até o momento a gente não viu. Há um ineditismo nessa história toda”, apontou.
Para o professor, o episódio mostra que a credibilidade do sistema financeiro pode sofrer impactos, ainda que o setor tenha capacidade de resposta institucional.
Bessa afirmou que crises também produzem avanços regulatórios e de supervisão. “É a partir dos erros que a gente aprende. Regulação e supervisão se fazem assim”, declarou.
Leia também: BRB e Banco Master: entenda a ligação entre as duas empresas
Segundo ele, já há movimentos concretos, como auditoria no Banco Central, diretores afastados, discussões sobre o FGC e propostas de mudanças nas regras do setor.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNa avaliação do especialista, essas respostas demonstram que o sistema está reagindo para evitar repetição de falhas. “O Banco Central está fazendo o trabalho dele, bem feito, e as instituições estão discutindo para melhorar.”
Ao comentar a posição do vice-presidente Geraldo Alckmin, que descartou ajuda federal ao BRB, Bessa disse concordar integralmente com a decisão. “Eu concordo plenamente. Realmente não é uma questão do governo federal”, frisou.
Leia também: PF liga Reag a esquema no BRB; advogado preso atuou em operação entre Master e Fictor
Segundo ele, o histórico de bancos públicos no Brasil mostra riscos associados à ingerência política e controles frágeis.
Bessa relembrou o processo de privatização de bancos estaduais no período do Plano Real, quando instituições como Banerj, Banespa e Bemge foram vendidas.
Na visão do especialista, o BRB permaneceu público e acabou exposto justamente a esse tipo de risco.
Para Hudson Bessa, a saída mais adequada para o banco passa por mecanismos de mercado, como venda de carteiras e precificação adequada de ativos. “A solução melhor é uma solução de mercado, que passa por preço”, disse.
Leia também: Caso BRB: onde estão os imóveis de luxo ligados à suspeita de propina?
Ele citou discussões sobre carteiras avaliadas em R$ 15 bilhões e ponderou que será necessário verificar o valor real desses ativos. “Vamos ver quanto vale – se vale R$ 15 bilhões ou se vale muito menos do que isso”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Alertas de bomba atingem voos na França, Itália e Bulgária; caças são acionados
2
Ações da Toyota Industries despencam com plano de compra de $33 bilhões — maior queda em 10 meses
3
Companhias aéreas confirmam ameaças falsas de bomba após alertas atingirem 12 voos na Europa
4
Entidades criticam manutenção da taxa de juros; comércio vê cautela como necessária
5
“Master paraguaio”: escândalo de mais de US$ 167 milhões tem queda do presidente do Banco Central, dinheiro de clientes bloqueado e protestos pelo país