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Caso BRB: onde estão os imóveis de luxo ligados à suspeita de propina?
Publicado 16/04/2026 • 22:15 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 16/04/2026 • 22:15 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação Cyrela
Caso BRB: veja onde ficam os imóveis apontados em esquema de propina
A Polícia Federal identificou imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, os quais, segundo a investigação da Operação Compliance Zero, estariam ligados ao esquema investigado no caso BRB.
Além disso, a PF aponta que o esquema destinou imóveis ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, como forma de propina, segundo o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Leia também: Por que a Justiça decretou a prisão do ex-presidente do BRB? Entenda o caso
Os imóveis identificados pela investigação estão concentrados em duas regiões do país. Em São Paulo, eles ficam em bairros nobres como Itaim Bibi, Vila Olímpia e Jardim Paulistano.
Já no Distrito Federal, as propriedades estão localizadas no Setor Noroeste e no Jardim Botânico, áreas de alto padrão em Brasília.
Segundo a investigação, o valor total dos imóveis chega a R$ 146,5 milhões, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou a prisão preventiva de Costa.
Até o momento, os pagamentos rastreados somam R$ 74,6 milhões. A interrupção das transferências bloqueou a finalização dos pagamentos restantes.
Quatro dos seis imóveis estão localizados em bairros nobres da capital paulista, todos com alto padrão de luxo e projetos assinados por escritórios renomados.
Entre eles está o Heritage, no Itaim Bibi, empreendimento da Cyrela com design da Pininfarina, conhecido por projetos ligados ao setor automotivo de luxo. O edifício tem torre única e um apartamento por andar.
Outro imóvel é o One Sixty, na Vila Olímpia, também da Cyrela, com projeto do escritório YOO, do arquiteto Philippe Starck, e unidades de até 343 m².
Já o Arbórea, no Jardim Paulistano, reúne apartamentos que podem ultrapassar R$ 1.000 m² de área privativa. A avaliação da cobertura do empreendimento chegou a cerca de R$ 140 milhões.
O quarto imóvel em São Paulo é o Casa Lafer, no Itaim Bibi, com estrutura de alto padrão, incluindo lazer completo, segurança reforçada e apartamentos de até 424 m².
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Siga o Times | CNBCNo Distrito Federal, a PF mapeou dois imóveis ligados ao esquema.
O primeiro é o Ennius Muniz, no Setor Noroeste, com vista para o Parque Burle Marx e unidades que podem chegar a R$ 5 milhões.
O segundo é o Valle dos Ipês, no Jardim Botânico, um condomínio fechado de alto padrão com imóveis que podem alcançar R$ 7,5 milhões.
De acordo com a investigação, Paulo Henrique Costa não registrou nenhum dos imóveis em seu nome.
Para viabilizar a operação, os investigados teriam criado empresas como Allora, Lenore, Stanza, Domani, Chesapeake e Milano, que funcionaram como veículos de aquisição.
A Polícia Federal afirma ainda que os recursos teriam circulado por fundos de investimento e estruturas financeiras, o que teria dificultado o rastreamento da origem dos valores.
A decisão do STF também indica que os imóveis faziam parte de um “cronograma pessoal” de aquisição.
Além disso, segundo a investigação, Paulo Henrique Costa acompanhava as escolhas, visitava os empreendimentos e, ainda, tratava diretamente das aquisições por mensagens.
Leia também: Advogado do ex-presidente do BRB contesta prisão de Paulo Henrique Costa; veja vídeo
A investigação segue em andamento e, além disso, ainda depende de análise da Justiça. Nesse sentido, o caso continua em fase de apuração, sem conclusão definitiva até o momento.
Por fim, no caso BRB, as prisões preventivas serão avaliadas pela Segunda Turma do STF em sessão virtual, que deve definir os próximos encaminhamentos do processo.
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