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EXCLUSIVO: Times Brasil I CNBC tem acesso à carta de Daniel Vorcaro ao STF; veja o documento
Publicado 09/01/2026 • 16:03 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 09/01/2026 • 16:03 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Reprodução/Redes Sociais
Por que a PGR considera insuficiente a primeira proposta de delação de Daniel Vorcaro
O documento obtido com exclusividade pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, petição n. 5026/DF, assinado por Roberto Podval, Pierpaolo Cruz Botini e Sérgio Leonardo, indica que a defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, apresentou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) requerendo a abertura de inquérito para apurar vazamentos seletivos de informações sigilosas e a disseminação de fake news relacionadas ao caso que envolve a liquidação da instituição financeira (confira documento exclusivo).
O pedido foi direcionado ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que apura a tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), e sustenta que não há qualquer envolvimento do empresário com ataques coordenados ao Banco Central do Brasil ou a investigadores, apontando que Vorcaro vem sendo alvo de uma campanha difamatória sistemática, intensificada nos últimos 12 meses.
“O Peticionário nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre práticas de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central”, afirma a defesa.
Leia também: Rombo do Banco Master pode parar na conta de Estados e municípios; entenda
Segundo o documento, reportagens recentes passaram a insinuar, de forma irresponsável, que Vorcaro estaria por trás de iniciativas digitais críticas à liquidação do banco, ainda que não haja qualquer prova ou defesa explícita do empresário nesses conteúdos.
Para os advogados, essa associação indevida pode causar prejuízo direto ao direito de defesa, além de contaminar o ambiente institucional do inquérito em curso.
A petição sustenta ainda que nunca houve investigação para apurar o financiamento ou a origem do que classifica como “ataques reputacionais orquestrados” contra Vorcaro, apesar da existência de campanhas digitais persistentes, perseguição online (cyberstalking) e disseminação de informações falsas.
Leia também: Justiça dos EUA reconhece liquidação do Banco Master e bloqueia ativos
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Siga o Times | CNBCA defesa ressalta que Vorcaro cumpre integralmente todas as medidas cautelares impostas pelo STF, ainda que as considere excessivas, e que colaborou ativamente com as investigações, tendo participado de oitiva e acareação realizadas em 30 de dezembro de 2025 na Suprema Corte.
No pedido atual, os advogados ratificam solicitação anterior para que seja instaurado inquérito específico destinado a apurar:
O objetivo declarado é afastar qualquer associação do empresário a ataques contra autoridades regulatórias ou seus representantes.
Leia também: Banco Master: demora do FGC nos pagamentos é irregular pela lei? Confira
• A defesa de Daniel Vorcaro afirma que o empresário é alvo, e não autor, de ataques digitais, negando vínculo com perfis que criticaram o Banco Central.
• A petição foi apresentada ao STF no âmbito do inquérito que apura a tentativa de venda do Banco Master ao BRB.
• Em paralelo, a Polícia Federal iniciou nesta semana uma apuração preliminar sobre 46 perfis que teriam feito ataques simultâneos ao Banco Central e a investigadores.
• Caso surjam indícios de irregularidades, a PF poderá instaurar inquérito policial formal.
• A movimentação digital ganhou escala após a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master, em novembro, e se intensificou com a disputa no STF e no Tribunal de Contas da União (TCU).
• Reportagens apontam que influenciadores teriam sido contratados em um suposto “projeto DV”, com valores que somariam R$ 800 mil, informação negada pela defesa.
• A ofensiva digital também teria mirado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, familiares e diretores da autoridade monetária.
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