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Caso BRB expõe falhas de integração entre BC e CVM e exige ação conjunta, diz especialista

Publicado 16/04/2026 • 17:46 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Especialista afirma que problema central não é falta de novas regras, mas deficiência na cooperação entre Banco Central e CVM diante de mercados cada vez mais conectados.
  • Para Akira Sato, episódio envolvendo BRB e Banco Master mostra que falhas em uma ponta do sistema podem gerar incidentes de grandes proporções.
  • Ele defende troca efetiva de informações, reforço institucional e investimentos em tecnologia para melhorar a supervisão financeira.

O caso envolvendo BRB, Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro evidenciou que o principal desafio regulatório no Brasil não está necessariamente na criação de novas normas, mas na falta de integração eficiente entre os órgãos de supervisão, segundo Carlos Akira Sato, especialista em mercados regulados, infraestrutura financeira, governança e inovação.

Em entrevista nesta quinta-feira (13) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Sato afirmou que tanto o Banco Central quanto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passam por constante aperfeiçoamento, mas defendeu que respostas emergenciais isoladas não resolvem crises dessa magnitude.

Dizer que precisamos de alguma nova norma detalhando procedimento não seria uma contribuição. Poderia ser apenas uma medida de emergência”, afirmou.

Para ele, o foco precisa estar em uma cooperação institucional mais profunda entre os dois reguladores. “O que eu acredito mesmo é numa colaboração maior entre Banco Central e CVM”, disse.

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Mercados conectados exigem supervisão conjunta

Sato destacou que o sistema financeiro tradicional e o mercado de capitais estão cada vez mais interligados, o que exige atuação coordenada entre autoridades reguladoras.

Segundo ele, recentes incidentes envolvendo os dois ambientes reforçaram essa necessidade e levaram os órgãos a firmar um acordo de cooperação. “Recentemente, Banco Central e CVM assinaram um acordo nesse cenário de muitos incidentes recentes”, afirmou.

Na visão do especialista, o passo mais importante agora é transformar esse entendimento formal em troca real de informações e ações conjuntas. “Não tem que haver disputa entre esses reguladores, mas sim efetivamente concretizar essa colaboração”, declarou.

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Caso BRB como alerta sistêmico

Para Akira Sato, o episódio envolvendo o BRB demonstra com clareza os riscos de falhas de supervisão em apenas uma parte da estrutura financeira. “O que aconteceu nessa situação do BRB é uma prova disso: se a gente falhar em uma das pontas, vamos ter um incidente de grandes proporções”, apontou.

Segundo ele, o caso deve servir como alerta institucional para revisão de processos internos, integração regulatória e prevenção de riscos futuros.

Nova fase das investigações

O especialista também comentou que a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já era esperada diante do avanço das investigações. “Já era esperado que novas prisões acontecessem.

Ele destacou que documentos apreendidos e conteúdos encontrados em aparelhos ligados a Daniel Vorcaro podem impulsionar novas medidas judiciais. “Agora chegamos a uma nova fase da investigação, com novos elementos”, ressaltou.

Leia também: Por que a Justiça decretou a prisão do ex-presidente do BRB? Entenda o caso

Estrutura e tecnologia

Ao avaliar aprendizados do caso, Sato defendeu ainda investimentos em pessoal e tecnologia para fortalecer a supervisão pública.

Segundo ele, o mercado financeiro brasileiro movimenta trilhões de reais por ano e precisa de monitoramento compatível com sua complexidade. “Além de pessoas, nós precisamos de tecnologia para que ele seja monitorado adequadamente”, concluiu.

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