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Veja os seis imóveis de luxo que foram pagos como propina por Vorcaro ao ex-presidente do BRB
Publicado 16/04/2026 • 10:42 | Atualizado há 58 minutos
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Publicado 16/04/2026 • 10:42 | Atualizado há 58 minutos
KEY POINTS
Divulgação: BENX
Arbórea fica na Avenida Cidade Jardim, 993, no Jardim Paulistano. Empreendimento da Benx Incorporadora, com arquitetura assinada por Pablo Slemenson e interiores pelo escritório Lissoni, de Nova York e Milão. Plantas de 472 m² a 1.070 m²
A Polícia Federal mapeou seis imóveis de alto padrão em São Paulo e em Brasília que teriam sido destinados ao ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, como pagamento de propina pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
O valor total acordado chegaria a R$ 146,5 milhões, segundo consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça que decretou a prisão preventiva de Costa nesta quinta-feira (16).
Os pagamentos rastreados até agora pela investigação superam R$ 74,6 milhões. O restante não foi transferido porque Vorcaro, ao tomar conhecimento de que o Ministério Público Federal havia aberto procedimento sigiloso para investigar exatamente esse esquema, ordenou que tudo fosse paralisado.
Leia também: Qual era o papel de Daniel Monteiro, advogado preso hoje junto com ex-presidente do BRB
Quatro dos seis imóveis ficam em São Paulo, todos em bairros nobres da capital paulista.
O Heritage fica na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 1.200, no Itaim Bibi. Empreendimento da Cyrela com design assinado pela Pininfarina, empresa italiana conhecida pelo trabalho com marcas de automóveis de luxo. Torre única com um apartamento por andar, unidades a partir de 570 m² e vista panorâmica de 360 graus.

O One Sixty fica na Rua Michel Milan, 107, esquina com a Rua Quatá, 804, na Vila Olímpia. Projeto da Cyrela com design do escritório britânico YOO, do arquiteto Philippe Starck. Torre única com 56 apartamentos e plantas entre 275 m² e 343 m². O salão de festas tem lustre Baccarat assinado pelo próprio Starck.

O Arbórea fica na Avenida Cidade Jardim, 993, no Jardim Paulistano. Empreendimento da Benx Incorporadora, com arquitetura assinada por Pablo Slemenson e interiores pelo escritório Lissoni, de Nova York e Milão. Plantas de 472 m² a 1.070 m². A cobertura do empreendimento foi listada como um dos apartamentos mais caros de São Paulo, com valor de R$ 140 milhões.

O Casa Lafer fica no Itaim Bibi, a poucos passos do Parque do Povo e do shopping JK Iguatemi. O empreendimento tem apenas uma unidade por andar, com apartamentos de 424 m² privativos, 4 suítes, depósito privativo e 5 vagas de garagem. O living tem pé-direito de 3 metros e a suíte master oferece opção de banheiros unificados com acabamentos de altíssimo padrão.
O projeto arquitetônico é assinado por Pablo Slemenson e os interiores foram concebidos por Patricia Anastassiadis. O lobby tem pé-direito de 7 metros. A área de lazer inclui piscina climatizada com raia de 20 metros, fitness, spa com sauna úmida e sala de massagem, salão de festas e brinquedoteca. O sistema de segurança opera com clausuras independentes para veículos e pedestres.

Dois imóveis ficam no Distrito Federal. O Ennius Muniz fica na SQNW 105, Bloco D, no Setor Noroeste, com vista para o Parque Burle Marx. Empreendimento da construtora brasiliense Conbral, com 24 apartamentos de 4 suítes e plantas de 291 m² a 590 m². Apartamentos chegam a valer R$ 5 milhões.

O Valle dos Ipês fica no Jardim Botânico, em condomínio fechado próximo a uma reserva natural permanente. Empreendimento da Base Incorporações, com plantas de 147 m² a 846 m², incluindo townhouses e penthouses, que custam em média R$ 7,5 milhões.

Nenhum dos imóveis foi registrado diretamente no nome de Paulo Henrique Costa. Para cada um, foi constituída uma empresa distinta: Allora, Lenore, Stanza, Domani, Chesapeake e Milano. Todas foram originalmente criadas com capital irrisório, tiveram razão social, sede, objeto e diretor alterados em curto espaço de tempo e depois receberam aportes compatíveis com o valor dos bens.
Os recursos para as aquisições vieram de fundos de investimento geridos pela REAG, repassados para as empresas-veículo. O cunhado do advogado Daniel Lopes Monteiro, Hamilton Edward Suaki, foi apontado como diretor fictício dessas empresas, com endereço registrado na sede do próprio escritório Monteiro Rusu.
A decisão do STF mostra que os imóveis eram tratados internamente como o “cronograma pessoal” de Paulo Henrique Costa. Segundo as investigações, Costa visitava os apartamentos, validava as escolhas, cobrava o andamento das aquisições por mensagens de WhatsApp e chegou a pedir que o campo de adquirente de um dos imóveis fosse deixado em branco, sob a justificativa de estar montando uma holding familiar.
Para a PF, esse detalhe reforça a consciência do ex-presidente do BRB sobre o caráter oculto de toda a operação.
Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Lopes Monteiro serão submetidos a audiências de custódia em até 24 horas.
O juiz responsável poderá verificar apenas aspectos formais das prisões, sem poder rever os fundamentos nem determinar soltura. Qualquer liberação depende de decisão do próprio relator André Mendonça. As prisões preventivas ainda serão submetidas ao referendo da Segunda Turma do STF em sessão virtual.
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