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Caso Master: em meio à crise no STF, delação do ex-dono da Reag segue sem decisão
Publicado 20/09/2026 • 12:34 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/09/2026 • 12:34 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Uma delação que pode abrir uma nova frente no Caso Master continua sem decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). O acordo foi firmado por João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e aguarda a análise do ministro André Mendonça há cerca de três semanas.
Tratado como o maior escândalo financeiro do país, o Caso Master acumula suspeitas envolvendo ministros do STF e outras autoridades do Judiciário. Apesar do volume de informações reveladas, pontos centrais da investigação seguem sem respostas, enquanto a crise instalada na Corte joga novas definições para a frente.
O acordo de Mansur chegou ao gabinete de Mendonça no fim de agosto. Para que a colaboração seja incorporada formalmente às investigações, o ministro precisa homologá-la — etapa em que são verificadas a legalidade das cláusulas e a decisão voluntária do empresário de colaborar.
Mansur foi ouvido em 3 de setembro por um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça durante a chamada audiência de voluntariedade. O procedimento serve para confirmar que o colaborador não sofreu ameaça, pressão ou qualquer tipo de imposição para fechar o acordo.
Mesmo após essa etapa, ainda não houve uma decisão sobre a homologação. Segundo o Metrópoles, auxiliares do ministro afirmam que Mendonça concentrou sua atenção, nas últimas semanas, na crise interna do Supremo.
O embate na Corte envolve divergências entre Mendonça e o grupo do ministro Alexandre de Moraes sobre a condução das apurações relacionadas ao Caso Master.
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Siga o Times | CNBCO tempo de análise da colaboração de Mansur contrasta com o andamento dado por Mendonça à delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro.
Nesse caso, o ministro homologou o acordo em 9 de setembro, apenas um dia depois da audiência realizada para confirmar que a colaboração havia sido firmada espontaneamente.
Interlocutores de Mendonça argumentam, porém, que os acordos apresentam níveis diferentes de complexidade. A delação de Mineiro seria mais simples, enquanto a colaboração do ex-dono da Reag reuniria um número maior de anexos e exigiria uma avaliação mais detalhada.
A eventual homologação não significa que as declarações de Mansur serão automaticamente consideradas verdadeiras. A medida apenas valida juridicamente o acordo e permite que as informações fornecidas pelo empresário sejam incorporadas às investigações.
Depois disso, caberá à Procuradoria-Geral da República e aos demais órgãos responsáveis buscar documentos, registros e outros elementos capazes de confirmar os relatos do colaborador.
Enquanto Mendonça não decide, uma colaboração potencialmente relevante permanece sem avançar. A indefinição adia uma possível nova frente no Caso Master justamente quando o escândalo financeiro amplia a pressão sobre o Judiciário e expõe as divisões dentro do próprio Supremo.
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