Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Caso Master expõe falha de fiscalização, e liquidação extrajudicial pode ter vindo tarde, avalia sócio da GT Capital Marcus Labarthe
Publicado 07/09/2026 • 20:02 | Atualizado há 2 meses
Embaixadas americanas reforçam segurança à medida que aumentam os alertas sobre ameaças do Irã antes das eleições de meio de mandato nos EUA
A Ucrânia anunciou o levantamento das restrições de alta velocidade aos serviços Starlink e Starshield
EXCLUSIVO CNBC: Escassez de capital e custos crescentes ameaçam expansão da infraestrutura de IA, diz Torsten Slok
Empresas de nuvem para IA despencam e risco de calote dispara no setor
‘Outubro Negro’ da IA: Falhas críticas no PHP desencadeiam corrida global pela segurança
Publicado 07/09/2026 • 20:02 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O caso Master revelou fragilidades na fiscalização do sistema financeiro brasileiro e a liquidação extrajudicial da instituição pode ter ocorrido mais tarde do que o ideal. É o que avaliou Marcus Labarthe, especialista em mercado de capitais e sócio-fundador da GT Capital.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Labarthe afirmou que o aumento do número de fintechs, bancos e empresas de crédito nos últimos anos não foi acompanhado na mesma velocidade pelo reforço da estrutura de supervisão.
“O caso do Banco Master demonstra que a gente precisa ter um efetivo maior, uma fiscalização maior”, afirmou.
Segundo ele, profissionais do mercado já percebiam uma exposição a risco maior no Master em comparação com outras instituições de médio porte.
“Quem é do mercado financeiro sabia que o Banco Master tinha um grau de risco muito acima do que bancos médios no Brasil”, disse.
Na avaliação de Labarthe, isso levanta dúvidas sobre o momento em que ocorreu a intervenção.
“Talvez o timing dessa liquidação extrajudicial foi um pouco demorado”, afirmou.
Leia também: Crise do STF: Autoridades envolvidas no escândalo Master ficam lado a lado no 7 de Setembro
Labarthe destacou que o sistema financeiro brasileiro continua sendo sólido e tecnologicamente avançado, mas disse que o caso Master colocou em evidência limitações na supervisão.
“Ao longo desses últimos anos, a tecnologia fez surgir uma série de fintechs, uma série de empresas na parte de crédito no Brasil. E tudo isso não veio junto com a fiscalização ou até o aumento no efetivo de profissionais junto à CVM, ou junto ao Banco Central”, afirmou.
Para o especialista, o episódio deveria levar a uma fiscalização mais rigorosa das instituições.
Ao comentar suspeitas envolvendo agentes públicos, Labarthe ressaltou que eventuais responsabilidades ainda dependem das investigações. Ele afirmou que as apurações poderão esclarecer se houve participação ou facilitação por parte de profissionais ligados aos órgãos envolvidos.
Apesar da dimensão do caso, Labarthe não avalia que o episódio tenha provocado uma perda generalizada de confiança nas demais instituições financeiras. Segundo ele, do ponto de vista estritamente financeiro, a liquidação e a atuação dos mecanismos de proteção aos investidores ajudaram a conter os efeitos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“O que se prolonga no assunto do Banco Master, ao contrário de outras instituições no passado que tiveram liquidação extrajudicial, é que tem novos capítulos”, disse.
Para Labarthe, são justamente os desdobramentos políticos e judiciais que mantêm o caso no noticiário e ampliam sua dimensão institucional.
O especialista afirmou que preservar a confiança é uma das principais questões para qualquer sistema financeiro.
“A confiança é primordial. A partir do momento que a pessoa não sente confiança no sistema financeiro nacional, ela faz o que acontece na Argentina: guarda o dinheiro embaixo do colchão”, afirmou.
Labarthe disse não acreditar, porém, que o caso Master vá desencadear um risco sistêmico mais amplo no Brasil.
“Espero que o caso do Banco Master não aumente esse risco sistêmico no mercado. Acredito que não, mas deixa uma série de lições, principalmente para os órgãos fiscalizadores”, disse.
Leia também: Fabiano Rosa: Cármen Lúcia tende a votar pela investigação de Moraes no caso Master
Além do caso Master, Labarthe afirmou que o mercado financeiro atravessa em 2026 um ambiente de maior atenção ao risco de crédito. Ele citou dificuldades financeiras enfrentadas por grandes empresas e relacionou esse quadro ao nível elevado dos juros no país.
“Uma série de empresas no Brasil, grandes empresas, empresas com capital aberto na bolsa de valores, estão apresentando problemas dentro dos seus balanços”, disse.
Na avaliação do especialista, esse cenário torna as instituições mais cautelosas na liberação de recursos. “Tudo isso cria um temor para o mercado”, afirmou.
Segundo Labarthe, a consequência pode chegar também ao consumidor e às empresas que buscam financiamento.
“Nós que queremos financiar uma casa, financiar um carro, acabamos tendo que pagar um custo maior para a parte do financiamento, porque o risco, para quem presta, para os grandes bancos, aumentou”, disse.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Polymarket e Kalshi apontam mais de 83% de chance de vitória de Flávio Bolsonaro
2
Pesquisa Veritá traz seis notícias ruins para Lula
3
GERP – ÚLTIMA ANTES DA ELEIÇÃO: Instituto que acertou primeiro turno dá 52% para Flávio e 48% para Lula
4
Gastos com cartão da Presidência chegam a R$ 84,5 milhões desde 2023, e 98,6% das despesas estão sob sigilo
5
DECISÃO 2026: Flávio dispara no mercado de apostas e chega à reta final da eleição com 75% de probabilidade de vitória