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DECISÃO 2026: Em ato de 7 de Setembro Flávio associa Lula a Moraes; Renan ataca Cury e Zema mira STF; veja dia dos candidatos ao Planalto

Publicado 07/09/2026 • 18:18 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve agenda pública de campanha e participou, como presidente, do desfile de 7 de Setembro em Brasília; depois, criticou nas redes os que, segundo ele, “se travestem de patriotas”.
  • Flávio Bolsonaro (PL) participou de encontro religioso com Tarcísio de Freitas e liderou à tarde o ato na Avenida Paulista, onde associou Lula a Alexandre de Moraes e voltou a pedir a saída do ministro do STF.
  • Ronaldo Caiado (PSD) atacou o discurso de soberania de Lula, Romeu Zema (Novo) também mirou Moraes, Renan Santos (Missão) atacou Augusto Cury (Avante), que fez campanha contra a polarização no Rio.

O 7 de Setembro levou os principais candidatos à Presidência a atos em Brasília, São Paulo, Goiânia e Rio de Janeiro nesta segunda-feira (7).

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da programação institucional da Independência, em Brasília. Flávio Bolsonaro (PL) concentrou sua agenda em São Paulo e liderou à tarde uma manifestação marcada por críticas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes.

Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) realizaram atos próprios também na capital paulista. Ronaldo Caiado (PSD) acompanhou o desfile de 7 de Setembro em Goiânia. Augusto Cury (Avante) fez uma caminhada eleitoral em Copacabana.

Leia também: Crise do STF: Autoridades envolvidas no escândalo Master ficam lado a lado no 7 de Setembro

Lula critica “falsos patriotas” após desfile em Brasília

Lula não teve compromissos públicos de campanha nesta segunda-feira. Como presidente, acompanhou pela manhã o desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Alexandre de Moraes e André Mendonça, protagonistas dos recentes embates no STF sobre as investigações do Banco Master, não participaram da cerimônia. Lula não fez discurso durante o desfile. Depois do evento, o petista publicou uma mensagem nas redes sociais em defesa da soberania nacional e voltou a criticar adversários sem citar nomes.

“Há os que jogam contra. Se travestem de patriotas, mas militam por interesses estrangeiros”, afirmou. “O Brasil é dos brasileiros.”

Flávio associa Lula a Moraes em ato na Paulista

Flávio começou o feriado em um encontro com obreiros da Igreja Mundial do Poder de Deus, no Brás, ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos).

À tarde, o presidenciável participou do ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista, principal compromisso eleitoral do PL no feriado. A manifestação teve como principais motes as críticas a Lula e Moraes e também registrou palavras de apoio ao ministro André Mendonça.

Último a discursar, Flávio abriu sua fala com gritos de “fora Lula” e “fora Moraes” e tentou vincular eleitoralmente o presidente ao ministro do Supremo.

“Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, afirmou. O candidato disse ainda que o “consórcio” que atribui aos dois “vai acabar”.

Flávio também afirmou que pretende indicar cinco ministros para o STF caso seja eleito, considerando a vaga atualmente aberta, aposentadorias previstas até 2030 e uma eventual saída de Moraes.
“Vou indicar cinco ministros para o STF, porque o Alexandre de Moraes vai cair”, declarou.

O candidato acusou ainda integrantes do governo e do sistema de Justiça de perseguirem o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

A crise no STF ganhou protagonismo na mobilização depois da divulgação de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Flávio também foi envolvido politicamente no caso após a revelação de pagamentos de Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. O candidato nega irregularidades.

Caiado diz que Lula não tem “autoridade moral” para falar de soberania

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Ronaldo Caiado participou pela manhã do desfile cívico de 7 de Setembro em Goiânia. Depois da cerimônia, o candidato confrontou diretamente o discurso de soberania adotado por Lula e relacionou sua crítica ao avanço de facções criminosas no país.

“Lula devolveu o Brasil ao crime, à corrupção. Não tem autoridade moral para falar de patriotismo, muito menos de soberania”, afirmou.

Caiado também voltou a prometer que, se eleito, indicará quatro mulheres para vagas que forem abertas no STF durante seu mandato.

Zema cobra Cármen Lúcia em ato contra Moraes

Romeu Zema realizou pela manhã uma manifestação na Avenida Paulista direcionada contra Alexandre de Moraes.

O candidato voltou a criticar a relação revelada entre Moraes e Vorcaro e cobrou uma posição da ministra Cármen Lúcia diante das discussões internas no Supremo. Zema afirmou esperar que a ministra se oponha ao que classificou como corporativismo na Corte.

“Tenho certeza de que ela não vai caminhar nesse sentido, não. Sei que ela é uma pessoa do bem. Hoje, está isolada lá”, declarou.

Em outro momento, Zema fez acusações contra Moraes ao comentar sua relação com Vorcaro.

Renan ataca Cury e pede saída de ministros do STF

Renan Santos participou de um ato próprio em frente ao Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. No evento, pediu a saída de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do STF e leu um manifesto que também cobra a continuidade das investigações sobre o Banco Master e críticas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Renan também direcionou parte do discurso a Augusto Cury, que cresceu nas últimas pesquisas eleitorais. O candidato classificou o avanço do adversário como a “ascensão da covardia” e criticou o que chamou de “discurso vazio”.

“As pessoas estão viciadas no erro”, afirmou ao comentar o desempenho de Cury.

Leia também: Fabiano Rosa: Cármen Lúcia tende a votar pela investigação de Moraes no caso Master

Cury se apresenta como alternativa à polarização

Augusto Cury começou o dia em uma sabatina da Jovem Pan e depois seguiu para o Rio de Janeiro, onde realizou sua “Caminhada da Independência” pela orla de Copacabana. No ato, o candidato voltou a se apresentar como alternativa à disputa entre Lula e Flávio.

“O Brasil não aguenta mais ser capturado por apenas duas famílias”, afirmou. Cury disse também respeitar eleitores de direita e de esquerda e voltou a defender uma campanha de “pacificação”.

Ao comentar a crise no STF, Cury elogiou André Mendonça, mas disse não defender especificamente um ministro.
“Quero que haja transparência e que tenham independência para poder investigar todos os indícios de corrupção”, afirmou.

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