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Caso Master: Fachin homologa delação premiada de Mansur, fundador da Reag
Publicado 06/11/2026 • 17:57 | Atualizado há 19 minutos
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Publicado 06/11/2026 • 17:57 | Atualizado há 19 minutos
KEY POINTS
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou nesta sexta-feira (6) o acordo de colaboração premiada de João Carlos Mansur, fundador da Reag, instituição que aparece nas investigações envolvendo o Banco Master.
Com a homologação, as informações fornecidas pelo empresário poderão ser usadas no avanço das apurações. Mansur apresentou aos investigadores relatos e documentos sobre operações financeiras, fundos e empresas relacionadas ao caso, além de indicar pessoas que, segundo sua versão, participaram das estruturas investigadas. A apuração é do Valor Econômico.
Na colaboração, Mansur descreve quem seriam os responsáveis por diferentes etapas das operações investigadas envolvendo o Banco Master, além de operadores e possíveis conexões políticas.
O empresário também apresentou informações sobre fundos e empresas que teriam sido utilizados para movimentar recursos e aumentar artificialmente o valor de patrimônios. A colaboração inclui ainda dados sobre valores enviados ao exterior e o caminho percorrido pelo dinheiro.
A proposta de Mansur avançou enquanto tentativas de colaboração do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não prosperaram.
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Siga o Times | CNBCFundos administrados pela Reag apareceram em operações analisadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.
A empresa também foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga o uso de estruturas do mercado financeiro para lavagem de dinheiro relacionado ao setor de combustíveis e ao crime organizado.
Em janeiro deste ano, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga Reag Trust DTVM. Na ocasião, a autoridade monetária afirmou ter identificado graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.
Mansur fundou a Reag em 2012 e comandou a expansão da empresa no mercado de administração e gestão de fundos. A instituição chegou a administrar centenas de bilhões de reais antes de entrar no centro das investigações envolvendo o Master e a Operação Carbono Oculto.
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