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Governo aprova 18 diretrizes para reduzir dependência de combustíveis fósseis
Publicado 06/11/2026 • 16:42 | Atualizado há 12 minutos
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Publicado 06/11/2026 • 16:42 | Atualizado há 12 minutos
KEY POINTS
Foto: Wikimedia Commons
O governo federal aprovou nesta sexta-feira (6) 18 diretrizes para orientar a elaboração do mapa brasileiro de transição para longe dos combustíveis fósseis. A decisão foi tomada na terceira reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O documento reúne temas que vão da segurança energética e competitividade econômica à redução das desigualdades, ao financiamento da transição e aos impactos sobre a arrecadação pública. As orientações servirão de base para um plano que ainda será desenvolvido.
Leia também: Presidência da COP30 propõe cronograma global para abandonar combustíveis fósseis até 2033
Durante a reunião, Lula destacou que o Brasil pretende conduzir o debate mesmo sendo produtor de petróleo. “O Brasil não fala teoricamente, o Brasil apresenta proposta”, declarou, ao mencionar as descobertas do pré-sal e as perspectivas de exploração na Margem Equatorial.
A proposta de um mapa do caminho para reduzir a dependência de combustíveis fósseis foi defendida pelo presidente durante a COP30, realizada em Belém. Lula buscou apoio de outros países em encontros bilaterais, mas a iniciativa não entrou no texto final da conferência.
A presidência brasileira da COP30 assumiu, então, o compromisso de apresentar uma contribuição ao debate internacional. André Corrêa do Lago, presidente da conferência, divulgou no início desta semana roteiros voltados à transição energética e ao combate ao desmatamento.
Leia também: Lula pede roteiro para países abandonarem petróleo
Segundo o governo, o objetivo é concluir o mapa brasileiro até a COP32, prevista para o próximo ano, na Etiópia. Antes disso, as 18 diretrizes aprovadas deverão orientar os estudos e as escolhas do Executivo.
1 – Transição justa como vetor de desenvolvimento
2 – Vulnerabilidades e resiliência do país
3 – Metas climáticas nacionais e compromissos internacionais
4 – Participação social
5 – Transparência e monitoramento
6 – Segurança energética e resiliência
7 – Impactos e capacidades do setor energético
8 – Harmonização dos mecanismos de financiamento
9 – Impactos na receita pública
10 – Competitividade da economia e preços da energia
11 – Capacitação de mão de obra
12 – Equidade e redução das desigualdades
13 – Riscos, incertezas e custos de arrependimento
14 – Tendências e potencialidades da transição energética
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Siga o Times | CNBC15 – Diversificação e flexibilidade do setor energético
16 – Adaptação de infraestruturas
17 – Áreas estratégicas de pesquisa e inovação
18 – Alinhamento de subsídios e incentivos do setor energético
Questionada sobre a ausência de um plano concluído, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que Lula não havia prometido apresentar todas as etapas nesta conferência. “É uma meta de longo prazo, complexa e tem que ser tratada com bastante cuidado”, declarou.
Belchior reiterou que o compromisso brasileiro é defender a construção de um roteiro mundial. “Nunca houve compromisso que levaríamos nessa COP já todos os passos para que isso acontecesse”, acrescentou a ministra.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, justificou a diferença de ritmo em relação ao plano de combate ao desmatamento. Para ele, é necessário um planejamento seguro antes de determinar quando o país poderá prescindir dos combustíveis fósseis.
Leia também: Brasil pressiona países por plano de ação sobre combustíveis fósseis
Silveira também defendeu a exploração de petróleo na Margem Equatorial como instrumento de desenvolvimento econômico. Segundo o ministro, os recursos da atividade poderão financiar iniciativas de crescimento regional enquanto o Brasil amplia a transição energética.
A resolução prevê um grupo de trabalho interministerial coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com representantes da Casa Civil, Fazenda e Meio Ambiente e Mudança do Clima, responsável por dar sequência à elaboração do mapa.
Leia também: COP30: rascunhos frustraram expectativas sobre transição energética e desmatamento
O governo havia criado, em dezembro do ano passado, um grupo para preparar as diretrizes, inicialmente com prazo de 60 dias. A entrega, porém, não ocorreu dentro desse período, e o texto só foi apresentado nesta sexta-feira (6).
A diretora-executiva do Greenpeace Brasil, Carolina Pasquali, avaliou que a publicação das diretrizes é positiva, mas alertou para a falta de detalhamento. Segundo ela, o roteiro não pode se transformar em “mais um documento de intenções”.
“Ainda são vagas e não indicam prazos e metas claras para o abandono progressivo dos fósseis”, afirmou Pasquali, ao cobrar critérios objetivos para a redução da dependência dessas fontes de energia.
Leia também: COP30: secretário da ONU reconheceu frustração sobre combustíveis fósseis
A presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell, também reconheceu o avanço institucional, mas ressaltou que o governo aprovou orientações para elaborar um plano, e não o plano propriamente dito. “Enquanto o mapa for elaborado, a expansão dos combustíveis fósseis continuará?”, questionou.
Paralelamente, o governo aprovou o mapa do caminho para reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. Diferentemente do roteiro energético, esse documento já está estruturado em quatro eixos de atuação:
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