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Caso Master: PF faz operação contra ex-sócio de Leo Dias suspeito de usar influenciadores contra o BC
Publicado 09/07/2026 • 19:14 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 09/07/2026 • 19:14 | Atualizado há 53 minutos
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Compliance Zero contra o publicitário Thiago Miranda, ex-sócio do Grupo LeoDias e dono da Agência MiThi. A investigação apura a atuação dele em uma suposta estrutura montada para defender Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e atacar a atuação do Banco Central após a liquidação da instituição.
A busca e apreensão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na decisão, o ministro afirma que a PF investiga indícios de ações voltadas a “proteger o núcleo dirigente da organização criminosa”, “manipular a opinião pública” e “coagir, intimidar e violar dados sigilosos” de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central.
O vínculo com o Grupo LeoDias aparece na investigação a partir do depoimento de Thiago Miranda. Segundo a decisão, ele disse ter conhecido Vorcaro por meio de Flávio Carneiro, em uma aproximação ligada à negociação para venda de parte do “Portal de Notícias Léo Dias”, por R$ 3,5 milhões. Miranda também afirmou que pagava influenciadores com parte desses recursos. De acordo com a PF, os valores eram repassados pela Super Empreendimentos e Participações, empresa de Vorcaro.
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A nova frente da Compliance Zero foi aberta após a análise de celulares, documentos e mensagens apreendidos em fases anteriores da operação. Até então, a investigação mirava principalmente suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro, vazamentos dentro da Polícia Federal e corrupção de agentes públicos.
Segundo a PF, o novo núcleo teria atuado fora da frente financeira, com ações de comunicação, gerenciamento de crise e pressão reputacional. A decisão cita mensagens eletrônicas, documentos contratuais, comprovantes de transferência e comunicações extraídas de aparelhos apreendidos.
A PF afirma que Thiago Miranda tinha papel central no recrutamento de influenciadores e jornalistas para o “Projeto DV”. O nome aparece em acordo de confidencialidade citado na decisão, que tratava de um “projeto estratégico” com essa denominação.
Em depoimento, Miranda afirmou que, depois da primeira soltura de Vorcaro, apresentou ao empresário um “plano de reestruturação de imagem e gerenciamento de crise”. Segundo a decisão, o plano previa conteúdos sobre a prisão e sobre a investigação relacionada ao Master.
A decisão cita o depoimento do vereador Rony Gabriel. Segundo ele, um assessor foi procurado para tratar de um trabalho de gerenciamento de reputação e gestão de crise para um executivo. Ainda conforme o relato, antes de saber o objetivo da ação, o vereador deveria assinar um acordo de confidencialidade com multa de R$ 800 mil.
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Siga o Times | CNBCDepois da assinatura, ainda conforme o depoimento, foi informado de que ele deveria gravar vídeos dizendo que o Banco Master teria sido “vítima” do Banco Central e que a liquidação da instituição teria sido indevida.
Thiago Miranda confirmou à PF que intermediou a contratação de influenciadores para defender o Banco Master, mas negou que houvesse orientação para ataques a diretores do Banco Central.
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A PF também apura suspeitas de intimidação contra jornalistas e de levantamento de informações pessoais. A decisão afirma que a investigação identificou diálogos sobre estratégias para lidar com reportagens consideradas desfavoráveis ao Banco Master.
Segundo a PF, Thiago Miranda teria atuado em abordagens a profissionais de imprensa para tentar retirar conteúdos do ar. Em um dos casos citados na decisão, a retirada foi recusada; em outro, o conteúdo acabou sendo removido. Depois disso, Miranda enviou a Vorcaro a mensagem: “Mais um arquivado!”.
Para a PF, o conjunto de elementos indica uma tentativa de proteger o grupo investigado, influenciar a opinião pública e constranger profissionais que publicavam informações negativas sobre o Banco Master.
André Mendonça autorizou a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, contratos, notas fiscais, registros contábeis, comprovantes bancários, agendas, ordens de pagamento e dados armazenados em celulares, computadores e nuvem, desde que relacionados aos fatos investigados.
O ministro também autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 20 mil e de bens de luxo, caso haja suspeita de relação com os crimes investigados ou ausência de comprovação lícita de origem.
Para Mendonça, há fundadas razões para a medida diante da gravidade dos fatos e do risco de destruição, ocultação ou manipulação de provas. A Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da busca e apreensão.
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