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Caso Master: Vorcaro teve acesso antecipado a detalhes sobre operação antes de ser preso, diz PF
Publicado 11/09/2026 • 07:03 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 11/09/2026 • 07:03 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
Para onde Daniel Vorcaro foi transferido pela Polícia Federal?
A Polícia Federal reuniu em um relatório uma sequência de contatos, mensagens e movimentações atribuídas a Daniel Vorcaro nos dias que antecederam a Operação Compliance Zero. Na avaliação dos investigadores, os elementos indicam que o ex-controlador do Banco Master tinha conhecimento prévio de que uma ação policial estava próxima e tentou obter informações sobre o andamento das apurações.
Entre os episódios citados pela PF estão anotações feitas por Vorcaro, contatos com servidores do Banco Central, conversas com seu advogado e tratativas relacionadas a uma viagem ao exterior. Conforme informações do G1, o banqueiro acabou preso em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando se preparava para embarcar em um avião particular com destino aos Emirados Árabes.
A operação foi deflagrada oficialmente no dia seguinte, após autorização judicial. Para os investigadores, a proximidade entre os acontecimentos e o conteúdo das comunicações reforça a suspeita de que Vorcaro já sabia que medidas contra ele estavam sendo preparadas e buscava acompanhar a movimentação das autoridades.
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O documento da Polícia Federal teve o sigilo retirado e detalha as articulações registradas antes da prisão. O material também aponta que informações obtidas pelos investigadores foram posteriormente usadas para fundamentar um novo pedido de prisão preventiva apresentado em fevereiro de 2026.
Um dos registros mencionados pela PF é de outubro de 2025. Na ocasião, Vorcaro teria anotado nomes de representantes da Polícia Federal que participaram de uma reunião reservada com o Banco Central. Para os investigadores, esse episódio indicaria que ele teve acesso a informações que não eram públicas.
Em 16 de novembro, dois dias antes da operação, outra anotação atribuída ao banqueiro fazia referência à possível proximidade de uma terceira pessoa com o juiz federal responsável por analisar medidas relacionadas ao caso. Como o inquérito estava sob sigilo, a PF interpretou o registro como mais um indício de circulação antecipada de informações.
Na manhã de 17 de novembro, Vorcaro também teria mantido conversas com integrantes de sua equipe jurídica. O material reunido pela investigação mostra ainda a organização de uma viagem internacional para aquele mesmo dia.
A PF registrou ainda contatos do empresário com servidores do Banco Central. De acordo com o relatório, houve articulação para uma reunião virtual pouco antes da deflagração da operação. Os investigadores consideram que essa movimentação pode ter sido uma tentativa de obter respaldo institucional ou acompanhar, por outros meios, o que ocorria nos bastidores.
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Siga o Times | CNBCVorcaro foi abordado pela Polícia Federal na noite de 17 de novembro, em Guarulhos. Ele pretendia deixar o país em um voo particular. Na interpretação dos investigadores, a viagem fazia parte de um planejamento de saída do Brasil diante da possibilidade de uma ação policial iminente.
Cerca de dez dias depois, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a soltura do banqueiro e de outros executivos. Um dos pontos considerados na decisão foi justamente o conteúdo de uma reunião realizada com representantes do Banco Central.
A Polícia Federal, no entanto, sustentou posteriormente que o conjunto de informações obtidas apontava para uma atuação coordenada de Vorcaro com o objetivo de se antecipar às medidas judiciais. Essa avaliação serviu de base para um novo pedido de prisão preventiva, assinado em 27 de fevereiro de 2026. Em março, ele voltou a ser preso.
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O material encaminhado ao Supremo Tribunal Federal também reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Em uma delas, enviada em 15 de novembro de 2025, o banqueiro questionava a possibilidade de deixar o país já na segunda-feira seguinte.
A conversa ocorreu dois dias antes da prisão. Para a PF, a troca de mensagens integra o conjunto de elementos usados para reconstruir o comportamento do empresário no período que antecedeu a operação.
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