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China defende segurança da I.A enquanto cúpula do G7 termina sem participação de Pequim
Publicado 17/06/2026 • 12:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/06/2026 • 12:10 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Canva
Autoridades chinesas de alto escalão destacaram os planos de Pequim para promover o compartilhamento global e seguro da I.A.
Autoridades chinesas de alto escalão destacaram nesta quarta-feira (17) os planos de Pequim para promover o compartilhamento global e seguro da inteligência artificial, em mais um sinal de que Estados Unidos e China estão defendendo abordagens diferentes para o desenvolvimento da tecnologia.
“A China está acelerando a criação de uma organização global de cooperação em I.A e dá boas-vindas à participação de todas as partes”, afirmou o principal diplomata chinês, Wang Yi, a jornalistas em mandarim, segundo tradução da CNBC. Ele ressaltou que a tecnologia deve atender às necessidades dos seres humanos.
Wang fez as declarações durante o lançamento de um documento do governo chinês sobre governança global, que criticou guerras comerciais e destacou o apoio ao chamado Sul Global. O termo é usado de forma ampla para se referir a economias em desenvolvimento, especialmente países fora das esferas de influência dos Estados Unidos e da Europa.
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As declarações de Wang ocorreram enquanto os EUA ampliam os esforços para restringir o acesso estrangeiro aos principais modelos de inteligência artificial desenvolvidos por empresas norte-americanas.
Durante uma cúpula realizada nesta semana na França, os países do Grupo dos Sete — Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Itália e Japão — discutiram um plano para permitir que “parceiros confiáveis” tenham acesso aos modelos de IA dos EUA, segundo informações da Reuters divulgadas na terça-feira, com base em fontes diplomáticas. A CNBC informou que não conseguiu confirmar a informação de forma independente e procurou a Casa Branca para comentar.
Os modelos de IA dos EUA também costumam ser oferecidos por meio de assinaturas, enquanto os esforços da China têm se concentrado em modelos de baixo custo ou gratuitos, que muitas vezes podem ser baixados integralmente.
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Ao lado de Wang durante o anúncio desta quarta-feira, Zhao Haibing, vice-presidente do principal órgão econômico da China, criticou abordagens “fechadas, exclusivas e monopolistas” para o desenvolvimento tecnológico.
Em vez disso, Zhao destacou os esforços da China para ampliar a cooperação internacional em inteligência artificial por meio dos BRICS e da Organização de Cooperação de Xangai, uma reunião anual de países que inclui Rússia e Irã e que inicialmente tinha foco em questões de segurança.
Zhao também citou a iniciativa chinesa “Construção de Capacidades em IA para Todos”, o apoio à Organização das Nações Unidas na criação de uma governança global para a inteligência artificial e os esforços para auxiliar países em desenvolvimento com tecnologia e formação de profissionais.
No mês passado, Estados Unidos e China afirmaram separadamente que trabalhariam em mecanismos de segurança para a inteligência artificial, mas poucos detalhes foram divulgados.
Pequim apresentou amplas propostas de cooperação global em IA nos últimos 12 meses.
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Seguir no GoogleO presidente chinês, Xi Jinping, propôs a “Iniciativa de Governança Global” durante uma reunião da Organização de Cooperação de Xangai organizada pela China no fim do verão passado.
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Poucas semanas antes, durante uma conferência anual de inteligência artificial em Xangai, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou que o governo chinês havia proposto a criação de uma organização global de cooperação em IA. A declaração ocorreu poucos dias depois de o governo Trump anunciar um plano de ação para inteligência artificial que incluía apoio ao desenvolvimento de tecnologia norte-americana no exterior.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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