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Por André Amadeus
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Publicado 10/06/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: AFP
China busca reduzir custos energéticos da IA com data center instalado no mar veja
O avanço da I.A. aumentou a demanda por infraestrutura tecnológica em todo o mundo e colocou o consumo de energia no centro das discussões sobre crescimento digital. Com mais processamento e mais servidores, empresas e governos passaram a buscar soluções para reduzir custos e diminuir impactos ambientais.
Nesse cenário, a China deu um novo passo ao colocar em operação o primeiro centro de dados subaquático movido por energia eólica do mundo. Instalado próximo a Xangai, o projeto busca reduzir o consumo elétrico e evitar o superaquecimento.
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O projeto piloto do centro de dados submarino Shanghai Lingang começou a operar em maio e tem capacidade de 24 megawatts, de acordo com o The Guardian. A iniciativa reúne a HiCloud Technology e a estatal China Communications Construction.
O centro de dados fica instalado a mais de 10 km da costa de Xangai e permanece submerso a 10 metros abaixo da superfície do mar. Além disso, toda a operação recebe energia de um parque eólico offshore localizado nas proximidades.

Segundo o governo chinês, o modelo reduz o consumo energético em mais de um quinto quando comparado aos centros de dados tradicionais.
O principal ganho na nova estrutura acontece no sistema de resfriamento. Centros de dados convencionais precisam manter milhares de servidores em temperaturas controladas para evitar superaquecimento.
Hoje, entre 25% e 40% de toda a eletricidade consumida por essas estruturas vai apenas para sistemas de resfriamento com água gelada. No caso do centro subaquático, a água do mar ajuda naturalmente no controle térmico e reduz a necessidade de equipamentos adicionais.
Ao mesmo tempo, o modelo diminui o uso de água doce, que também virou preocupação global com o crescimento da inteligência artificial.
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Apesar da inovação no projeto, especialistas destacam que centros de dados subaquáticos também criam desafios ambientais.
Entre os principais riscos da estrutura voltada para a I.A. estão a movimentação de elementos aquáticos e aumento localizado da temperatura da água. Mesmo assim, pesquisadores avaliam que esses efeitos tendem a permanecer controláveis quando existe monitoramento constante.
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