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China lança missão espacial histórica e amplia pressão por chegada à Lua até 2030

Publicado 24/05/2026 • 15:07 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • China lança primeira missão espacial com permanência de um ano
  • Missão Shenzhou-23 faz parte do plano lunar chinês para 2030
  • Pequim amplia disputa espacial com os Estados Unidos

A China lançou neste domingo (24) a missão espacial tripulada Shenzhou-23, considerada uma das mais importantes do programa espacial chinês nos últimos anos. A operação envia três astronautas para a estação espacial Tiangong e marca a primeira missão do país com permanência prevista de até um ano no espaço. Segundo autoridades chinesas, o objetivo é acelerar os preparativos para um pouso tripulado na Lua até 2030.

O lançamento ocorreu no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China, utilizando um foguete Longa Marcha-2F. A missão é coordenada pela Agência Espacial Tripulada da China (CMSA, na sigla em inglês), órgão responsável pelo programa espacial humano do país.

Entre os tripulantes está Li Jiaying, ex-integrante da polícia de Hong Kong e primeiro astronauta da cidade a participar de uma missão espacial chinesa. A tripulação também conta com o comandante Zhu Yangzhu e o piloto Zhang Yuanzhi.

Missão será usada para estudar efeitos do espaço no corpo humano

De acordo com a agência espacial chinesa, um dos astronautas permanecerá na estação Tiangong por aproximadamente um ano, em uma missão voltada ao estudo dos impactos da permanência prolongada no espaço sobre o corpo humano.

Os pesquisadores vão analisar efeitos como perda de massa óssea, exposição à radiação espacial e impactos psicológicos do isolamento em ambiente orbital. A China também informou que pretende aprofundar pesquisas relacionadas à sobrevivência humana de longo prazo fora da Terra.

A missão ainda servirá como teste para tecnologias consideradas essenciais nos futuros voos lunares chineses. Entre elas está um novo sistema automatizado de encontro e acoplamento entre espaçonaves em órbita.

Corrida espacial entre China e EUA entra em nova fase

O avanço chinês acontece em meio à crescente disputa tecnológica entre China e Estados Unidos no setor espacial. Enquanto a NASA trabalha para realizar uma nova missão tripulada à Lua em 2028, Pequim mantém o plano oficial de levar astronautas chineses ao solo lunar até o fim da década.

Nos últimos anos, o programa espacial chinês ganhou protagonismo internacional. Em 2024, a China se tornou o primeiro país a trazer amostras do lado oculto da Lua por meio de uma missão robótica. Agora, o foco está no desenvolvimento de equipamentos capazes de sustentar uma operação humana na superfície lunar.

Segundo autoridades do programa espacial chinês, o país também trabalha no projeto de uma base permanente na Lua em parceria com a Rússia, com previsão para 2035.

Pequim acelera desenvolvimento de foguetes e cápsulas

A China já realiza testes com o foguete Longa Marcha-10, a cápsula espacial Mengzhou e o módulo lunar Lanyue, equipamentos que devem ser utilizados na futura missão tripulada à Lua. O cientista-chefe do programa lunar chinês, Wu Weiren, afirmou recentemente que o cronograma divulgado por Pequim é “conservador” e que os avanços podem ocorrer antes do previsto.

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