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Brasil é o maior exportador de jogadores do futebol mundial
Publicado 11/07/2026 • 18:07 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/07/2026 • 18:07 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: CBF
Apesar dos jejuns recentes e do desempenho aquém do esperado nas últimas Copas do Mundo, o futebol brasileiro mantém seu status de principal “fábrica de talentos” do planeta.
Um relatório global de transferências internacionais da FIFA confirma que o país continua sendo o principal fornecedor de mão de obra para clubes do mundo inteiro, liderando o ranking de global de transações.
Ao todo, o mercado internacional movimentou atletas de 186 nacionalidades diferentes em 2025, um avanço em comparação às 176 registradas no ano anterior. Os jogadores brasileiros foram protagonistas absolutos, registrando expressivas 2.326 transferências ao longo do ano.
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O volume de transações envolvendo brasileiros é praticamente o dobro do registrado pela Argentina, segunda colocada no ranking global com 1.207 transferências. Logo atrás aparecem nações como França (1.185), Nigéria (1.090) e Reino Unido (1.057), que completam o topo do mercado de exportação de atletas.
Os dados refletem a tendência de transferências de jovens talentos cada vez mais cedo. Exemplos recentes ilustram perfeitamente como as principais potências da Europa buscam as promessas brasileiras antes mesmo que elas atinjam a maturidade profissional em solo nacional, como foram os jovens Endrick e Estêvão, ambos formados nas categorias de base do Palmeiras, mas que saíram ao completar 18 anos para Real Madrid, da Espanha, e Chelsea, da Inglaterra, respectivamente.
Vinicius Jr., que se consolidou como o principal jogador da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026, também teve sua venda selada junto ao Real Madrid quando tinha apenas 16 anos, antes sequer de se firmar na equipe profissional do Flamengo.
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Embora os torcedores fiquem insatisfeitos ao ver jovens craques deixarem seu clube do coração, essa exportação representa uma importante injeção financeira para os clubes e para a economia do país.
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Siga o Times | CNBCSegundo dados oficiais do Banco Central do Brasil, a comercialização de atletas para o exterior rendeu quase R$ 3 bilhões aos cofres nacionais no ano passado.
Em termos detalhados, o país recebeu US$ 553,7 milhões, o equivalente a R$ 2,86 bilhões pela cotação atual, com o envio de jogadores para fora.
O BC registra a compra e venda de atletas na balança de pagamentos por meio de contratos de câmbio, que convertem moedas estrangeiras em reais para integrá-las à economia brasileira.
Os passes esportivos de várias modalidades, são classificados como “ativos não financeiros não produzidos”, uma categoria de bens com valor econômico real, mas que não foram fabricados.
Em contrapartida, as equipes nacionais desembolsaram US$ 234,7 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) para repatriar ou contratar atletas estrangeiros. Com isso, a balança comercial do futebol brasileiro fechou o ano com um saldo positivo expressivo de US$ 319 milhões (R$ 1,65 bilhão).
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Quando o assunto é o valor bruto movimentado por cada transferência de taxa paga na Europa, o cenário apresenta uma dinâmica diferente. Embora o Brasil lidere isolado em quantidade de atletas que cruzam as fronteiras, é a França que dita o ritmo financeiro de maior valor por transação no mercado global.
Os clubes globais gastaram um recorde de US$ 1,67 bilhão em taxas de transferência para garantir os serviços de atletas franceses em 2025.
O Brasil aparece na segunda posição desse recorte financeiro, tendo movimentado US$ 1,21 bilhão, seguido por Holanda (US$ 780,7 milhões), Espanha (US$ 662,6 million) e Alemanha (US$ 627,6 milhões).
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