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Caso Master: PF alega risco de fuga e manda apreender passaporte de publicitário aliado à Vorcaro

Publicado 11/07/2026 • 19:35 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (11) que a Polícia Federal apreenda o passaporte do publicitário Thiago Miranda.
  • O publicitário é ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro e dono de uma agência suspeita de contratar influenciadores para realizar ataques ao Banco Central e ações contra jornalistas.
  • Miranda é ex-sócio do jornalista Leo Dias e foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última quinta-feira (09). As autoridades suspeitavam de risco concreto de fuga do País.

Neste sábado (11), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda, como medida cautelar, apontado pela Polícia Federal como aliado de Daniel Vorcaro. Thiago é ligado ao banqueiro e dono de uma agência suspeita de contratar influenciadores para realizar ataques ao Banco Central e ações contra jornalistas.

Miranda é ex-sócio do jornalista Leo Dias e foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última quinta-feira (09). “A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que alegou haver risco de fuga. Segundo as investigações, Thiago Miranda já havia comprado uma passagem para os Estados Unidos e a expectativa era de que embarcasse na próxima segunda-feira”, relata Fernanda Sette, repórter do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

“Vale lembrar que, na última quinta-feira, o publicitário já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão, também autorizado pelo ministro André Mendonça. A operação também contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR)”, complementa Sette.

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A investigação da PF aponta Miranda como intermediário entre Vorcaro e a ação dos influenciadores contra o BC após a liquidação do seu banco. A defesa nega qualquer ilegalidade. De acordo com a Polícia Federal, Miranda e Vorcaro buscavam proteger o núcleo de uma suposta organização criminosa, além de influenciar a opinião pública.

Durante a operação, a Justiça autorizou a apreensão de celulares, computadores e documentos, além da extração de conversas armazenadas nos aparelhos e em serviços de nuvem.

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Ele disse à PF ter conhecido Vorcaro mais recentemente, por meio de um empresário de Minas Gerais nas negociações para venda de participação no portal Léo Dias, do qual Miranda era sócio.

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O que diz a defesa de Thiago Miranda

Em nota assinada pelo advogado Rafael Martins, a defesa de Thiago Miranda negou que ele tenha participado de ilegalidades. Veja o comunicado na íntegra:

“Acerca dos fatos amplamente divulgados no dia de hoje, a defesa de Thiago Miranda vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade por seu constituinte.
Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.
A defesa esclarece que a existência de investigação em curso não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa, devendo ser rigorosamente preservadas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e, sobretudo, da presunção de inocência. Thiago Miranda está inteiramente à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com a apuração dos fatos e demonstrar, no foro próprio, a absoluta regularidade de sua conduta.
Por fim, informa que a defesa acompanhará atentamente todos os atos do procedimento e adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, afastando-se conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade.”

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