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CNI celebra suspensão de tarifas nos EUA: “extremamente positiva e devolve competitividade”
Publicado 20/02/2026 • 18:31 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 20/02/2026 • 18:31 | Atualizado há 2 semanas
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Divulgação
Em uma reviravolta significativa para as relações comerciais entre as duas maiores economias do continente, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (20), suspender as tarifas adicionais de 10% e 40% que haviam sido impostas a produtos brasileiros.
As sobretaxas eram fundamentadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). A decisão é vista como um alívio imediato para o fluxo comercial bilateral, embora não elimine todas as barreiras existentes.
A medida tem um peso bilionário. Com base nos dados de 2024 do USITC (Comissão de Comércio Internacional dos EUA), estima-se que a suspensão beneficie diretamente US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como extremamente positiva. Segundo a entidade, a queda dessas barreiras devolve competitividade a produtos nacionais no mercado americano, fortalecendo a parceria comercial entre os países.
Apesar da vitória jurídica, o cenário exportador ainda enfrenta desafios, uma vez que a decisão da Suprema Corte não afeta outras taxas vigentes, como as tarifas estabelecidas pela Seção 232 do Trade Expansion Act, que estão relacionadas a questões de segurança nacional, e as medidas da Seção 301, decorrentes de investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.
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O resultado é fruto de uma mobilização intensa do setor produtivo brasileiro. A CNI tem acompanhado os desdobramentos desde o anúncio das tarifas, liderando ações estratégicas para reverter o quadro, como a Missão Empresarial em setembro de 2025, quando uma delegação de 130 empresários viajou a Washington para dialogar diretamente com autoridades americanas; a atuação do embaixador Roberto Azevêdo como porta-voz da indústria em audiências críticas no Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR); e o lançamento, em dezembro de 2025, de um painel interativo que detalhou o impacto das tarifas por setor, servindo como ferramenta técnica para embasar as negociações.
“A decisão é um avanço indiscutível, mas o trabalho não para aqui. Manteremos o monitoramento constante sobre possíveis novos impactos e futuras medidas do governo americano”, afirmou a CNI em nota oficial.
O setor industrial agora aguarda a regulamentação administrativa da suspensão para que o fluxo de mercadorias seja normalizado sem as cobranças da IEEPA. A postura atual das lideranças brasileiras é de cautela estratégica, focando na manutenção do diálogo para atacar as tarifas remanescentes das Seções 232 e 301.
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