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CNI cobra equilíbrio institucional e alerta para impactos de crise no STF sobre a economia

Publicado 09/09/2026 • 12:10 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • CNI cobra equilíbrio e responsabilidade institucional diante da crise institucional no país.
  • Entidade alerta que a instabilidade pode afetar investimentos, empregos e confiança na economia.
  • Ricardo Alban, presidente da entidade, defende transparência, amplo direito de defesa e consenso em torno de temas econômicos estratégicos.
CNI

Divulgação/CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu nesta quarta-feira, 9 de setembro, uma atuação equilibrada das instituições diante do agravamento das tensões no Supremo Tribunal Federal (STF). Em manifestação assinada pelo presidente da entidade, Ricardo Alban, a confederação alertou para os possíveis efeitos da instabilidade política e jurídica sobre a confiança no país, os investimentos e a atividade econômica.

A posição ocorre em meio a uma crise envolvendo integrantes da Corte e decisões conflitantes relacionadas a investigações conduzidas no Supremo. O cenário levou o presidente do STF, Edson Fachin, a cancelar a sessão plenária prevista para esta quarta-feira.

Leia também: Crise no STF já foi precificada, mas prolongamento pode elevar risco, diz economista

Entidade aponta risco para ambiente econômico

Na avaliação da CNI, a condução da crise deve considerar não apenas seus desdobramentos institucionais, mas também as consequências para a economia. A entidade argumenta que períodos prolongados de incerteza podem prejudicar decisões de investimento, a geração de empregos e os esforços para elevar a produtividade e a competitividade do país.

“É preciso bom senso e responsabilidade na condução do Brasil”, afirmou Alban no documento.

A manifestação também demonstra preocupação com a possibilidade de disputas políticas ou institucionais interromperem discussões consideradas importantes para o crescimento econômico.

“Não podemos deixar que questões políticas, eleitorais ou crises institucionais travem o desenvolvimento”, declarou o presidente da CNI.

Para a indústria, o Brasil precisa evitar que o atual quadro comprometa oportunidades de expansão em um cenário internacional que pode favorecer novos investimentos e negócios.

CNI pede transparência e direito de defesa

Outro ponto levantado pela confederação é a necessidade de que as questões envolvendo autoridades sejam tratadas com transparência, imparcialidade e amplo direito de defesa.

Segundo Alban, “as discussões devem ser livres, públicas e transparentes”, com espaço para esclarecimentos e respeito às garantias legais dos envolvidos.

Leia também: Organizações da indústria, comércio e agro assinam manifesto contra a crise no STF

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A CNI também defendeu que decisões tomadas durante a crise não sejam influenciadas por interesses partidários. No entendimento da entidade, a preservação da confiança nas instituições passa por respostas que sejam percebidas como equilibradas e compatíveis com as regras democráticas.

Embate entre ministros amplia tensão no Supremo

A crise no STF ganhou força após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal relacionado a uma investigação envolvendo o Banco Master. Segundo o contexto apresentado, o material fazia referência a mensagens ligadas a um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Na sequência, Moraes solicitou uma investigação contra Mendonça no âmbito do Inquérito das Fake News.

O conflito aumentou após Mendonça determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação. Posteriormente, o ministro Flávio Dino adotou decisão em sentido contrário e manteve os dois dirigentes nos cargos.

A sucessão de medidas divergentes aprofundou a tensão interna no tribunal e levou ao adiamento de julgamentos com repercussão econômica.

Setor produtivo busca agenda comum

Diante do aumento da instabilidade, entidades empresariais passaram a defender uma solução institucional para o impasse. Além da CNI, organizações como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) se posicionaram sobre a crise.

No caso da CNI, a proposta é que representantes dos poderes públicos, empresários e trabalhadores retomem uma agenda de consenso em torno de temas econômicos considerados estratégicos.

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“Convocamos todos os poderes constituídos, empresários e trabalhadores pelo consenso em torno de temas estratégicos para o país”, disse Alban.

Entre as prioridades citadas estão a definição de metas fiscais, medidas estruturais para a economia e políticas capazes de estimular investimentos e crescimento.

Ao final da manifestação, a CNI reforça a defesa de estabilidade institucional e previsibilidade para a economia. Para a entidade, a superação da crise é necessária para evitar que as tensões em Brasília aprofundem a deterioração das expectativas e afetem decisões econômicas no país.

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