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Organizações da indústria, comércio e agro assinam manifesto contra a crise no STF

Publicado 09/09/2026 • 10:30 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • Manifesto contra o STF envolve grupos, economistas e empresários.
  • Manifestação pede o fortalecimento das investigações e punições aos envolvidos.
  • Crise no STF aumentou após a divulgação de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
Alexrande de Moraes

Foto: Victoria Silva / AFP

Indústria, comércio e agro quais setores aderiram ao manifesto contra a crise no STF

A crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a mobilizar também entidades empresariais e representantes de diferentes áreas da economia. Dois documentos ampliaram a cobrança por esclarecimentos e medidas institucionais diante dos fatos recentes.

As adesões mostram que a pressão não parte de um único setor. Indústria, comércio, agronegócio e associações empresariais aparecem entre os principais grupos envolvidos.

Leia também: Relatório da PF usado por Moraes não identifica autoria e chegou ao STF por cópia física

Quais setores estão no manifesto?

Entre as entidades que assinam o Manifesto à Nação Brasileira estão organizações ligadas à indústria, ao comércio, ao agronegócio e ao setor empresarial.

A lista inclui Fiesp, CNI, CNC, CACB, Faesp e Fecomercio-SP. Segundo o documento, mais de 3 mil entidades participam da mobilização e representam cerca de 90% do PIB brasileiro.

Indústria e comércio

Na indústria, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estão entre as manifestações de maior peso. No comércio, aparecem a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Fecomercio-SP.

Também integra o grupo a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que reúne representantes de diferentes atividades empresariais. O movimento entre os grupos acontece durante uma das maiores crises recentes do Supremo Tribunal Federal.

O que diz o manifesto?

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O principal pedido do Manifesto é que os 11 ministros do Supremo analisem os fatos em plenário, em sessão pública e com urgência. O texto também cobra transparência e prestação de contas por parte da Corte.

Os grupos presentes na solicitação afirmam que a crise institucional exige uma resposta coletiva do STF, sem que ministros tratem os episódios de forma isolada. O episódio ganhou maior destaque após apurações da PF apontarem para uma troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.

Empresários e economistas

Um segundo manifesto, chamado Pela lei e pelo Brasil, reúne 157 assinaturas individuais. Entre os nomes estão empresários, executivos e economistas como Luiza Helena Trajano, Frederico Trajano, Fábio Barbosa, Armínio Fraga, Gustavo Franco e Persio Arida.

O grupo defende uma investigação independente, afastamento cautelar de quem vier a ser formalmente investigado e a criação de um código de conduta para cortes superiores e órgãos de investigação e acusação.

Leia também: Fachin não pode puxar processos para si e plenário do STF “já tarda” em agir, diz Marco Aurélio Mello

A crise do STF

Em meio às investigações do Caso Master, envolvendo Daniel Vorcaro e uma estrutura milionária de lavagem de dinheiro, fraude e outros crimes apontados pela PF, o STF também ganhou destaque nas investigações. Nas últimas semanas, uma investigação da Polícia Federal com a apuração de André Mendonça revelou a troca de mensagens entre o baqueiro e Alexandre de Moraes.

Após a divulgação das mensagens, o próprio ministro acusou André Mendonça de abuso de poder e má conduta. O ministro ainda protocolou uma acusação utilizando o inquérito das Fake News, mas foi retirado pelo presidente do STF, Edson Fachin. O caso segue em análise e pode gerar punições para os envolvidos.

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