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Consumo de café no Brasil cresce 4,65% no 2º quadrimestre impulsionado por queda nos preços ao consumidor

Publicado 23/09/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Levantamento da ABIC aponta recuperação contínua do mercado nacional no varejo, favorecida pelo clima frio de inverno e pela redução do preço em todas as categorias de café.
  • Entre maio e agosto de 2026, a indústria e o varejo movimentaram aproximadamente 7 milhões de sacas de café.
  • O recuo mais acentuado nos preços foi registrado no café Tradicional/Extraforte, que caiu 21,22% entre agosto de 2025 e agosto de 2026.
Café

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O consumo de café no varejo brasileiro registrou uma expansão de 4,65% no segundo quadrimestre de 2026 (período de maio a agosto) em comparação com o mesmo intervalo de 2025. O resultado confirma a trajetória de recuperação do setor, que já havia assinalado alta de 2,44% no primeiro quadrimestre do ano. No acumulado dos primeiros oito meses do ano (janeiro a agosto), o volume comercializado atingiu 13,689 milhões de sacas, o que representa um crescimento de 2,29% frente ao mesmo período do ano anterior. O levantamento foi publicado pela Associação Brasileira das Indústrias do Café (Abic).

“No primeiro quadrimestre, o mercado já tinha apresentado uma recuperação de 2,44% em relação ao mesmo período de 2025. Já nesse segundo quadrimestre desse ano, entre maio e agosto, o consumo cresceu 4,65%, demonstrando assim uma importante recuperação. Os resultados mostram essa grande capacidade de recuperação do consumo e reforçam a importância do café no dia a dia dos brasileiros”, comemorou Celírio Inácio, Diretor executivo da ABIC.

Leia também: Retenção de estoques diante da menor cotação foi o que derrubou a exportação brasileira de café, mostra Rabobank

Julho registrou maior alta no consumo

Entre maio e agosto de 2026, a indústria e o varejo movimentaram aproximadamente 7 milhões de sacas de café. O ponto mais alto de consumo do ano ocorreu na transição entre junho e julho, com avanço de 5,80% no mês, impulsionado pelas baixas temperaturas do inverno, clima que historicamente estimula o consumo tanto nos lares quanto no canal de cafeterias. Já na passagem de julho para agosto, verificou-se uma retração sazonal de 3,77% nas vendas.

Na comparação mês a mês contra o ano anterior, o destaque ficou para julho de 2026, que registrou uma expressiva alta de 13,94% no volume consumido, seguido pelos meses de junho (+3,48%), maio (+1,10%) e agosto (+0,61%). A Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), cujos associados concentram 86% de participação de mercado, reforça que a indústria nacional supre 100% da demanda interna por café torrado e moído.

Todas as categorias registraram queda nos preços

Um dos principais motores para a reação da demanda foi o alívio nos preços médios repassados aos consumidores nas maiores redes de supermercados. Na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026, todas as oito categorias/estilos de café pesquisados apresentaram queda no preço por quilo.

O recuo mais acentuado foi registrado no café Tradicional/Extraforte, que caiu 21,22%, passando de R$ 62,83/kg para R$ 49,50/kg. O café Solúvel teve a segunda maior queda, recuando 19,31% (de R$ 252,36/kg para R$ 203,64/kg).

As demais categorias apresentaram as seguintes variações anuais no preço médio por quilograma:

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  • Superior: queda de 14,37% (de R$ 78,17/kg para R$ 66,94/kg);
  • Gourmet: redução de 13,18% (de R$ 117,92/kg para R$ 102,38/kg);
  • Especial: retração de 10,34% (de R$ 145,17/kg para R$ 130,16/kg);
  • Descafeinado: redução de 4,86% (de R$ 126,17/kg para R$ 120,04/kg);
  • Drip Coffee: queda de 3,38% (de R$ 242,99/kg para R$ 234,78/kg);
  • Cápsulas: leve oscilação negativa de 1,39% (de R$ 413,73/kg para R$ 407,96/kg).

A ABIC avalia que o comportamento das cotações entre julho e agosto de 2026 sinaliza um movimento de acomodação e estabilização de preços no mercado varejista, após as fortes oscilações observadas em 2025.

Normalização do abastecimento industrial

O alívio nos preços finais reflete a melhora no fornecimento de matéria-prima para o parque fabril. O Índice de Oferta de Café para a Indústria (IOCI) aponta que, a partir do final de maio de 2026, o abastecimento dos grãos das espécies arábica e canéfora transitou do patamar de “oferta seletiva” (registrado na virada de 2025 para 2026) para o nível de normalidade.

O repasse gradual desse cenário baixista das matérias-primas e o fortalecimento do fornecimento têm sido fundamentais para sustentar o poder de compra das famílias e garantir a presença contínua do café na mesa dos brasileiros.

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