Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Dark Horse: PF faz buscas contra Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro em investigação sobre emendas
Publicado 10/09/2026 • 07:29 | Atualizado há 2 meses
IPO da Anthropic pode ser “ficção especulativa” ou um “momento histórico”
Boeing reduz prejuízo no terceiro trimestre com alta nas vendas de defesa, mas foco segue na produção do 737 Max
Nvidia investe US$ 3 bilhões na Meta após big tech anunciar plano de captar US$ 95 bilhões para infraestrutura de IA
IPO da Anthropic expõe os riscos do negócio de inteligência artificial
Honda alerta que tarifas de 50% sobre veículos canadenses seriam catastróficas para o setor automotivo
Publicado 10/09/2026 • 07:29 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, produtora de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Batizada de “Make Up”, a operação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Não há mandados de prisão.
O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino. A investigação tramitava inicialmente em São Paulo, mas passou para o Supremo.
Segundo a Polícia Federal, a investigação identificou indícios de atuação de um grupo formado por agentes públicos e privados para direcionar valores repassados a uma organização da sociedade civil.
Parte desses recursos, de acordo com o portal G1, teria sido encaminhada a empresas contratadas de forma irregular, sem comprovação suficiente da execução dos serviços. A PF afirma ter identificado movimentações financeiras de centenas de milhões de reais entre companhias relacionadas ao esquema investigado.
As autoridades também apuram possíveis medidas adotadas para ocultar a destinação do dinheiro. De acordo com a PF, essas movimentações teriam continuado até julho deste ano.
Os investigados podem responder, conforme o avanço das apurações, por crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades em licitações.
O financiamento de “Dark Horse” aparece em duas investigações distintas conduzidas sob supervisão do Supremo.
No processo relatado por Flávio Dino, o foco está na eventual utilização irregular de emendas parlamentares e na transferência de recursos públicos para entidades ou empresas relacionadas à produtora do filme.
Outro inquérito, sob responsabilidade do ministro André Mendonça, analisa repasses atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o caminho percorrido pelo dinheiro. Nesse procedimento, os investigadores apuram transferências que teriam sido realizadas após pedidos do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O Intercept Brasil revelou, em maio, mensagens e um áudio relacionados à obtenção de recursos para financiar a produção. Segundo o veículo, Vorcaro teria destinado ao menos R$ 61 milhões ao projeto em 2025.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO dinheiro teria sido transferido para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).
A Polícia Federal busca determinar se todo o valor enviado ao fundo foi efetivamente aplicado na produção do filme ou se parte dos recursos teve outra destinação.
Na quarta-feira (09), André Mendonça homologou o acordo de colaboração premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, proprietário da Entre Investimentos.
Em depoimento firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o empresário declarou ter realizado sete aportes no fundo Havengate entre janeiro e setembro de 2025. As transferências somaram US$ 12,3 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro daquele ano.
Segundo o relato, os pagamentos eram feitos por determinação de Daniel Vorcaro. A previsão inicial seria realizar mais de dez transferências, que poderiam alcançar aproximadamente US$ 24 milhões, mas apenas sete teriam sido concluídas.
Mineiro entregou às autoridades comprovantes das operações e comunicações mantidas com o responsável pelo fundo nos Estados Unidos. Ele afirmou, porém, não saber qual seria a destinação final dos valores depois das transferências.
O empresário relatou ainda ter realizado outros pagamentos internacionais por meio de uma companhia sediada em Nassau, nas Bahamas. De acordo com sua colaboração, Vorcaro enviava faturas que deveriam ser quitadas no exterior.
Uma das linhas de investigação busca verificar se recursos mantidos em jurisdições como as Bahamas também chegaram ao fundo Havengate ou a pessoas relacionadas a ele.
Flávio Bolsonaro declarou publicamente que os esclarecimentos sobre os gastos da produção vêm sendo apresentados pela Go Up, empresa responsável pelo filme.
A produtora contratou uma auditoria privada que afirmou, em junho, não ter identificado irregularidades nas contas de “Dark Horse”. Segundo esse levantamento, o filme teve custo de R$ 75 milhões e foi financiado pelo fundo Havengate.
Os documentos que sustentam a análise, como notas fiscais e comprovantes detalhados das despesas, não foram divulgados publicamente.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Flávio Bolsonaro está em voo para os Estados Unidos, confirmam fontes
2
Flávio Bolsonaro nos EUA: como funciona a extradição entre Brasil e Estados Unidos
3
PT pede ao STF prisão de Flávio Bolsonaro e acionamento da Interpol
4
Tarcísio diz a pessoas próximas que não sabia que Flávio Bolsonaro deixaria o país
5
Avião retido em Puerto Iguazú sem plano de voo nem lista de passageiros entra na apuração da PF sobre Flávio Bolsonaro