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De fuga a memes: saída de Flávio Bolsonaro do Brasil repercute na imprensa mundial
Publicado 28/10/2026 • 22:34 | Atualizado há 40 minutos
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A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, dois dias depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, ganhou repercussão internacional e colocou o senador em destaque em alguns dos principais jornais e emissoras do mundo nesta quarta-feira (28).
Dos Estados Unidos à Ásia, a cobertura destacou a decisão de Flávio de deixar o país após uma ordem judicial sobre a entrega de seus passaportes. Além disso, a rota feita pela Argentina e pelo Equador até Miami e as investigações das quais o senador é alvo no Brasil também foram repercutidas.
Com as versões desencontradas sobre seu paradeiro e a operação para chegar aos Estados Unidos, a história também virou assunto e gerou uma onda de memes nas redes sociais.
Nos Estados Unidos, o The New York Times colocou o caso entre suas principais notícias internacionais e usou como manchete a frase: “Flávio Bolsonaro desembarca em Miami após fugir do Brasil”.
O jornal destacou que o senador deixou o país depois da derrota eleitoral e seguiu aos Estados Unidos pela Argentina após a determinação para que entregasse seus passaportes. O NYT também chamou atenção para o envolvimento do governo americano, que autorizou a entrada de Flávio e de sua família.
O Washington Post seguiu linha parecida. O diário americano ressaltou que Flávio chegou a Miami depois de deixar o Brasil apesar da ordem judicial para entregar seus documentos de viagem.
A publicação destacou ainda que o candidato derrotado está sob investigação por suspeitas financeiras e de lavagem de dinheiro, acusações que ele nega.
Já o Financial Times noticiou que a chegada de Flávio aos Estados Unidos tende a acrescentar uma nova fonte de tensão à relação entre Brasília e Washington.
O jornal britânico lembrou que o governo Donald Trump autorizou a entrada do senador e que o presidente americano questionou publicamente o resultado da eleição brasileira, sem apresentar provas de irregularidades.
Na Europa, veículos de diferentes países também deram destaque ao episódio.
O britânico The Guardian noticiou que Flávio chegou a Miami depois de permanecer mais de 24 horas sem ter o paradeiro confirmado. O jornal destacou que ele saiu do Brasil pela Argentina, passou pelo Equador e desembarcou na Flórida em um jato privado.
Na França, o Le Monde abriu a reportagem dizendo que Flávio “não esperou muito para fugir” depois da derrota eleitoral.
O jornal francês relatou a travessia terrestre para a Argentina, o voo particular até o Equador e a posterior ida aos Estados Unidos, além de lembrar que o senador havia sido intimado a entregar os passaportes.
A alemã Deutsche Welle (DW) também adotou a expressão “fuga” em suas versões em português, inglês e alemão.
A emissora ressaltou que, pouco antes de deixar o país, Flávio havia dito publicamente que não pensava em sair do Brasil, que entregaria seus passaportes e que organizaria a oposição no país.
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Siga o Times | CNBCA agência italiana ANSA, por sua vez, descreveu a chegada à Flórida como o desfecho de um dia marcado por mistério sobre o paradeiro do senador. Em uma de suas reportagens, a agência afirmou que Flávio desembarcou como um candidato derrotado, sob investigação e com sua situação política abalada depois que o próprio PL reconheceu a vitória de Lula.
Na Argentina, o La Nación acompanhou a passagem de Flávio por Puerto Iguazú e revelou detalhes do voo privado utilizado pela família.
O jornal informou que o jato ficou durante horas no aeroporto argentino antes de decolar, fez escala em Guayaquil, no Equador, e depois seguiu para Miami. A reportagem também chamou atenção para a rota escolhida pela aeronave, que evitou o espaço aéreo brasileiro.
Parlamentares da oposição ao presidente Javier Milei cobraram explicações sobre uma eventual participação de órgãos argentinos na passagem do senador pelo país. O governo Milei negou ter participado da operação.
O Clarín também acompanhou o deslocamento em tempo real, desde a passagem pela Argentina até a chegada aos Estados Unidos.
O episódio ainda gerou uma posição curiosa dentro do próprio campo político argentino. Patricia Bullrich, aliada de Milei, afirmou que o resultado da eleição brasileira deve ser respeitado, embora tenha criticado o que considera uso político da Justiça contra opositores.
A Al Jazeera também colocou o caso em destaque em sua cobertura internacional, com reportagens sobre a chegada de Flávio a Miami e sobre o que pode acontecer com o senador após a derrota eleitoral.
A emissora descreveu Flávio como aliado de Donald Trump e registrou que ele chegou à Flórida depois de deixar o Brasil com a mulher e as filhas.
Na Ásia, o South China Morning Post, de Hong Kong, noticiou que o senador deixou o Brasil para os Estados Unidos depois da “surpreendente derrota eleitoral” e destacou que a saída ocorreu apesar da ordem do Supremo para a entrega dos passaportes.
A imprensa indiana e veículos de Singapura também deram espaço ao episódio, em geral reproduzindo o enquadramento de que Flávio deixou o país depois de desobedecer à determinação judicial.
A agência de notícias Bloomberg dedicou uma reportagem à avalanche de memes que tomou conta das redes sociais enquanto o paradeiro de Flávio ainda era incerto.
Um deles adaptou o cartaz do filme “Catch Me If You Can”, conhecido no Brasil como “Prenda-me se for capaz”, colocando Flávio no lugar do personagem interpretado por Leonardo DiCaprio e o ministro Alexandre de Moraes no papel do perseguidor.
Outras montagens transformaram o senador em personagem de “Onde está Wally?” e em Carmen Sandiego, personagem conhecida justamente por viajar pelo mundo enquanto tenta escapar de seus perseguidores.
A reportagem também destacou um apelido que começou a circular nas redes: “Flyvio”, trocadilho entre o nome do senador e a palavra inglesa fly, “voar”.
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