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DECISÃO 2026: Flávio impõe condições para abertura de sigilos e chama proposta de Lula de “demagogia barata”

Publicado 21/10/2026 • 16:48 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Flávio autorizou a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e disse não se opor à divulgação de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro.
  • O candidato do PL cobra que Lula amplie a medida para incluir dados de familiares, empresas e pessoas próximas, como Lulinha e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
  • A petição também pede informações sobre o Banco Master, o caso do INSS, o Instituto Lula e gastos da Presidência; a divulgação dos dados de Flávio foi condicionada ao cumprimento dessas exigências.

Foto: Estadão

Flávio Bolsonaro (PL) formalizou nesta quarta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma resposta ao desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos.

Flávio, porém, condiciona a divulgação efetiva das informações a uma série de medidas adicionais por parte do adversário, envolvendo familiares, pessoas próximas, empresas e registros do próprio governo federal.

Flávio inclui mensagens com Vorcaro

No documento entregue ao TSE, Flávio autoriza o levantamento de informações referentes aos últimos 20 anos e cita quatro empresas das quais afirma ser sócio ou administrador.

O candidato também incluiu expressamente as conversas mantidas com Vorcaro.

“O Senador também não se opõe ao levantamento do sigilo de todas as mensagens que trocou com o banqueiro Daniel Vorcaro. TODAS”, afirma a petição.

Flávio, no entanto, sustenta que a proposta feita por Lula seria insuficiente para esclarecer questionamentos que sua campanha levanta sobre o presidente e pessoas próximas a ele.

A peça chama a iniciativa de Lula de “promessa vazia”, “quebra para inglês ver” e “demagogia barata”.

Entre as exigências apresentadas, Flávio pede que Lula amplie a autorização para alcançar dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos de familiares e pessoas citadas pela campanha do PL.

Um dos principais alvos é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A petição pede informações relacionadas a empresas das quais o filho do presidente participa e também cita sua atividade empresarial na Espanha.

Flávio pede ainda dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

A campanha do PL argumenta que, como Lula não teria usado regularmente um telefone próprio e teria recebido contatos por intermédio de assessores, a abertura apenas do sigilo telefônico do presidente não seria suficiente.

Leia também: DECISÃO 2026: Mendonça diz que TSE discutiu em conjunto bloqueio de canais políticos no WhatsApp

A petição também cobra dados do Instituto Lula e de outras pessoas e empresas relacionadas à família do presidente.

Master e INSS entram no pedido

O documento usa ainda as investigações envolvendo o Banco Master e as fraudes contra aposentados do INSS para justificar pedidos adicionais de transparência.

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No caso Master, Flávio pede a divulgação de registros relacionados à reunião de Lula com Vorcaro em dezembro de 2024, além de informações sobre entradas do fundador do banco e de intermediários em prédios da Presidência.

A petição também cobra registros de visitas de Guido Mantega e Augusto Lima, que integrou a direção do Master, além de informações envolvendo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Em relação ao caso do INSS, Flávio pede a divulgação de registros envolvendo Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal, incluindo acessos a órgãos públicos, voos e reuniões.

A petição também cita Frei Chico, irmão de Lula e vice-presidente do Sindnapi, e pede autorização para levantamento de informações bancárias, fiscais e telefônicas dele e do sindicato.

Cartão corporativo e despesas da Presidência

O candidato pede ainda que o governo divulgue os gastos realizados com o cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023 e informações relacionadas à agenda da primeira-dama Janja da Silva anterior a fevereiro de 2025.

Também são solicitados dados sobre visitas dos filhos de Lula e uso de aeronaves oficiais.

Nesse ponto, a campanha argumenta que se trata de informações relacionadas ao uso de recursos públicos e, portanto, diferentes da abertura voluntária de dados particulares.

Flávio diz que entrega dados após Lula cumprir condições

No fim da peça, a defesa afirma que, “tão logo” Lula apresente a documentação exigida, Flávio também apresentará as informações solicitadas nos termos descritos no pedido.

A campanha pede que Lula seja intimado para dizer se aceita as condições adicionais. Caso o presidente não concorde, Flávio solicita ao TSE que registre nos autos que a recusa partiu do candidato que lançou o desafio.

Durante agenda em Guarulhos nesta quarta-feira, Flávio também afirmou publicamente que aceitaria o desafio.

“Eu não só vou aceitar o desafio, como eu vou levar até as últimas consequências”, disse.

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