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DECISÃO 2026: Imprensa internacional destaca virada de Lula e revés para Trump
Publicado 26/10/2026 • 08:45 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 26/10/2026 • 08:45 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras foi destaque na imprensa internacional nesta segunda-feira (26). Veículos como The New York Times, The Wall Street Journal e Le Monde colocaram o resultado em suas páginas iniciais e chamaram atenção para a virada de Lula, que havia terminado o primeiro turno em segundo lugar.
A imprensa estrangeira também destacou a derrota de um aliado do presidente americano Donald Trump, a recusa de Flávio Bolsonaro em reconhecer o resultado e os desafios que Lula terá pela frente em seu quarto mandato.
Lula foi reeleito no domingo (25) com cerca de 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro. Foi a primeira vez desde a redemocratização que um candidato terminou o primeiro turno em segundo lugar e venceu a eleição presidencial.
O americano The New York Times colocou a reeleição de Lula entre os principais destaques de sua página internacional, com uma chamada que ressaltava a vitória do presidente brasileiro e a recusa de Flávio Bolsonaro em aceitar o resultado.
Na reportagem, o resultado foi apresentado como uma derrota para o movimento conservador que vinha acumulando vitórias presidenciais na América Latina. A reeleição de Lula interrompeu uma sequência de sete triunfos eleitorais da direita na região nos últimos 18 meses.
A vitória também poderá dificultar os planos de Donald Trump de ampliar sua influência na América Latina. A análise lembrou os embates entre Lula e o presidente americano em temas como comércio internacional, redes sociais e a situação judicial da família Bolsonaro.
Outro ponto foi a mobilização eleitoral. O comparecimento às urnas aumentou no segundo turno, passando de aproximadamente 125 milhões para mais de 128 milhões de eleitores. A atuação dos apoiadores de Lula nas ruas e nas plataformas digitais também ganhou espaço na cobertura.
Apesar da vitória, o NYT lembra que o presidente enfrentará dificuldades para governar um país polarizado, com dívida pública elevada, pressão sobre os preços dos alimentos, preocupação com o crime organizado e um Congresso com maior presença de aliados de Bolsonaro.
A CNBC Internacional ressaltou a conquista do quarto mandato de Lula e apontou que o resultado contrariou a tendência de avanço da direita na América Latina, que tem o apoio do presidente americano Donald Trump.
No campo econômico, a CNBC chamou atenção para a reação dos investidores. O fundo de índice iShares MSCI Brazil (EWZ), que acompanha ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos, chegou a cair quase 20% nas negociações noturnas após a divulgação do resultado.
Para o mandato de 2027 a 2030, Lula terá de lidar com um Congresso em que o PL, partido de Flávio Bolsonaro, ampliou sua representação. Outro desafio será estabilizar a dívida pública, que chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, segundo dados do Banco Central citados pela CNBC.
O americano The Wall Street Journal (WSJ) chamou atenção para a trajetória política de Lula, que conquistou seu quarto mandato como presidente do Brasil aos 80 anos. Ele completa 81 anos nesta terça-feira (27) e está entre os líderes democraticamente eleitos com mais tempo no poder do mundo.
O resultado garantiu mais quatro anos na Presidência ao petista, após uma disputa apertada com Flávio Bolsonaro e uma campanha em que as pesquisas indicavam vantagem do adversário.
O WSJ também mencionou os relatos de redução da oferta de ônibus em regiões de baixa renda no dia da votação e o pedido do PT para ampliar o horário de funcionamento das seções eleitorais.
O francês Le Monde atribuiu a vitória de Lula à mobilização de eleitores contrários ao retorno do bolsonarismo ao poder e à aproximação da família Bolsonaro com o presidente americano Donald Trump.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação do jornal, o resultado mostrou que temas como a defesa da democracia, a soberania nacional, a preservação da Amazônia e a justiça social continuam tendo peso entre os brasileiros.
A reportagem também descreveu as comemorações na Avenida Paulista, em São Paulo, onde Lula discursou diante de apoiadores após a confirmação da reeleição.
O britânico The Guardian ressaltou o caráter inédito do resultado. Pela primeira vez desde a redemocratização, um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu vencer a disputa presidencial.
A derrota de Flávio Bolsonaro também foi apresentada como um revés para Donald Trump, aliado da família Bolsonaro, em um momento de avanço da direita em outros países da América Latina.
O Guardian também abordou as dificuldades enfrentadas pelos eleitores no domingo (25), incluindo problemas no transporte público e a controvérsia envolvendo a ampliação do horário de votação.
O jornal espanhol El País destacou as dificuldades que Lula enfrentará para governar um país dividido. O presidente terá de negociar com um Congresso mais à direita, que poderá dificultar a aprovação de propostas do governo.
A reeleição também reforça o papel de Lula como uma das principais lideranças de esquerda da América Latina e como um contraponto a Donald Trump, em meio ao fortalecimento de governos conservadores na região.
Na reportagem, a mobilização dos apoiadores no segundo turno e a importância das redes sociais na reta final da campanha também ganharam espaço. O próprio Lula reconheceu a atuação digital como parte da estratégia que ajudou a recuperar votos.
O britânico Financial Times concentrou sua análise nos desafios econômicos do próximo mandato, especialmente no controle dos gastos públicos e no crescimento da dívida brasileira.
A vitória de Lula trouxe incertezas sobre os rumos da política fiscal. Além de administrar as pressões sobre as contas públicas, o presidente terá de negociar suas propostas com um Congresso de perfil mais conservador.
A alemã Deutsche Welle (DW) deu destaque à recusa de Flávio Bolsonaro em reconhecer a derrota e ao pedido de anulação da eleição. A contestação foi um dos principais assuntos acompanhados na cobertura em tempo real do segundo turno.
Outro ponto foi o discurso de vitória de Lula, que defendeu maior regulamentação das grandes plataformas digitais após acusações de interferência da Meta na disputa eleitoral. As alegações, no entanto, não foram apresentadas como fatos comprovados.
A DW também reuniu as reações de líderes latino-americanos que parabenizaram o presidente brasileiro pela reeleição.
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