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DECISÃO 2026: Lula concentra agenda em Nova York e Flávio diz em campanha que pai ficará “livre”; veja o dia dos candidatos ao Planalto

Publicado 21/09/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Lula (PT) cumpriu agenda institucional em Nova York e afirmou ter discutido com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, a proposta para acabar com a escala de trabalho 6x1.
  • Flávio Bolsonaro (PL) participou de motocarreata e comício em Natal e disse que Jair Bolsonaro estará “livre” após uma eventual vitória eleitoral.
  • Augusto Cury (Avante) descartou apoiar Lula ou Flávio em um eventual segundo turno, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) concentraram críticas nos principais adversários e no Supremo.
Montagem com candidatos à Presidência que participam de agendas de campanha nas eleições de 2026

Lula (PT) passou esta segunda-feira (21) em Nova York, onde cumpriu uma série de compromissos institucionais antes da abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) concentrou a campanha em Natal, com motocarreata e comício.

No Rio Grande do Norte, Flávio pediu mobilização dos apoiadores na reta final da campanha e afirmou que, após uma eventual vitória, Jair Bolsonaro estará “livre”.

Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) participaram à noite de um debate promovido pelo Flow, em São Paulo. Renan Santos (Missão) foi sabatinado pelo SBT Brasil.

Lula discute fim da escala 6×1 em Nova York

Lula não teve agenda pública como candidato nesta segunda-feira. Em Nova York, o presidente se reuniu com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, o prefeito da cidade Zohran Mamdani e o senador americano Bernie Sanders antes de discursar nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da ONU. Ambos são opositores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No encontro com Mamdani, Lula afirmou que os dois discutiram experiências de políticas públicas voltadas à população de baixa renda, além da redução da jornada de trabalho no Brasil.

“Conversamos sobre a proposta de redução da jornada de trabalho que tramita no Congresso Brasileiro, para garantir o fim da escala 6×1, possibilitando que os trabalhadores possam usufruir de dois dias livres por semana”, afirmou.

Segundo Lula, a reunião também tratou de defesa da democracia, extremismo político e desinformação. O presidente ainda apresentou experiências brasileiras nas áreas de inclusão social, educação, habitação, alimentação escolar e saúde.

Flávio faz campanha em Natal e diz que pai estará “livre”

Flávio Bolsonaro passou o dia no Rio Grande do Norte. O candidato participou de uma motocarreata pelas ruas de Natal e, à noite, de um comício na Praça Cívica.

Antes dos atos, durante encontro com aliados, Flávio pediu mobilização na reta final da campanha e falou em uma “arrancada” nas semanas que antecedem o primeiro turno.

“Eu quero ver hoje o Rio Grande do Norte e Natal tomados de verde e amarelo, na maior carreata da nossa história para a gente dar essa arrancada final”, afirmou.

Flávio também associou uma eventual vitória à situação de Jair Bolsonaro.

“Quando a gente perceber, o presidente Bolsonaro já está livre. Quando a gente perceber, o presidente Bolsonaro já está colocando a faixa presidencial no filho dele”, disse.

Cury descarta apoio a Lula e Flávio no segundo turno

Augusto Cury começou a agenda em São Paulo com um encontro com influenciadores digitais e, à noite, participou do debate promovido pelo Flow.

Antes do encontro, o candidato afirmou que não pretende apoiar nenhum dos dois primeiros colocados nas pesquisas caso Lula e Flávio avancem para o segundo turno.

“Vou deixar muito claro, nós vamos para o segundo turno e eu não vou apoiar nem Lula da Silva, zero. E nem vou apoiar o Flávio Bolsonaro”, afirmou Cury.

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O candidato voltou a criticar a polarização política e disse que pretende governar sem se alinhar aos dois grupos. Cury também afirmou que o que classifica como uma “indústria do ódio” prejudicou o país.

Caiado diz que Lula e Flávio “têm lado no Supremo”

Ronaldo Caiado também participou do debate do Flow, em São Paulo, e voltou a direcionar críticas aos dois candidatos que lideram as pesquisas.

Antes do encontro, Caiado relacionou Lula e Flávio às discussões recentes envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o Banco Master.

“Os dois têm lado no Supremo. Eu não tenho lado no Supremo, eu não sou parte. Eu não estou sendo julgado, tenho toda a liberdade de chegar e botar regras”, afirmou.

Ao falar do Master, o candidato afirmou que os dois campos políticos aparecem em episódios relacionados ao caso.

Durante o debate, Caiado também divergiu de Zema sobre o processo de escolha de ministros do STF. O candidato do PSD defendeu manter com o presidente da República a palavra final sobre as indicações à Corte.

Renan rejeita apoio a Flávio e critica reajuste do Bolsa Família

Renan Santos participou à noite de uma sabatina do SBT Brasil, em Osasco.

Na entrevista, Renan descartou apoiar Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno e afirmou que integrantes ligados à campanha do senador procuraram pessoas de seu grupo para conversar.

“Não consigo me misturar com essa gente”, afirmou Renan, antes de fazer uma acusação contra o grupo político do adversário. A acusação é do candidato.

O candidato também criticou o reajuste do Bolsa Família e afirmou que não manteria o aumento caso fosse eleito. Renan classificou a medida como “compra de votos”.

Zema critica indicações ao STF e propõe mudança no modelo

Romeu Zema fechou a rodada dos candidatos no debate do Flow e voltou a defender alterações no processo de escolha dos integrantes do STF.

O candidato afirmou que uma eventual reeleição de Lula permitiria ao petista fazer novas indicações para a Corte e criticou o atual ministro Flávio Dino.

“Tudo que está acontecendo hoje foi o Lula que plantou, tem de ficar muito claro, e nós estamos correndo o risco de ele ganhar e indicar mais quatro Flávio Dinos para lá”, afirmou Zema.

Zema defendeu que o presidente da República escolha os integrantes da Corte a partir de uma lista de candidatos previamente selecionados.

“Quem vai para o Supremo, na minha opinião, presidente, não pode ter toda essa liberdade, não”, afirmou.

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