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DECISÃO 2026: Lula eleva Bolsa Família a R$ 691; Flávio promete manter reajuste, Caiado e Zema criticam medida e Renan vai ao TSE; veja o dia dos candidatos ao Planalto

Publicado 17/09/2026 • 23:10 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • Lula anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691, com pagamento dos novos valores a partir de outubro.
  • Flávio Bolsonaro criticou o aumento, chamou a medida de “ato de desespero”, mas afirmou que manterá o novo valor caso seja eleito.
  • Ronaldo Caiado e Romeu Zema classificaram o reajuste como eleitoreiro, enquanto Renan Santos levou o questionamento ao TSE e pediu a suspensão da medida.
Montagem com candidatos à Presidência que participam de agendas de campanha nas eleições de 2026

O reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17) provocou críticas dos candidatos à Presidência. Lula (PT) elevou em 15,04% os valores do programa. Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) questionaram o momento e a motivação da medida.

O piso do benefício passará de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio, de R$ 675 para R$ 777. Os novos pagamentos começam em outubro. Segundo o governo, o reajuste corresponde à inflação acumulada desde 2023 e terá impacto de R$ 5,8 bilhões neste ano e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.

A Advocacia-Geral da União sustenta que a medida é permitida pela legislação eleitoral porque não cria um novo benefício nem amplia o público atendido. Adversários de Lula, porém, acusam o governo de utilizar o programa com finalidade eleitoral.

Leia também: Vinicius Torres Freire: reajuste do Bolsa Família vai aumentar a volatilidade eleitoral

Lula eleva benefício e fala em “mais dignidade”

Lula participou pela manhã do anúncio do reajuste no Palácio do Planalto. Embora não tenha discursado durante a cerimônia, publicou uma manifestação defendendo a atualização dos valores e afirmou que a medida busca recompor o poder de compra dos beneficiários.

“O benefício mínimo, que hoje é de R$ 600, passa para R$ 691. Um reajuste de 15% para recompor as perdas inflacionárias desde 2023 e garantir o poder de compra das famílias que mais precisam”, afirmou.

O presidente também defendeu o papel social do programa.

“Esse é um programa que mudou a vida de milhões de brasileiros. Ajudou o país a sair do Mapa da Fome. Mais de 25 milhões de pessoas já ascenderam na escala social e mais de 80% das novas vagas de emprego estão sendo ocupadas por beneficiários”, escreveu.

Segundo o governo, o reajuste será absorvido pelo espaço disponível no Orçamento e permanecerá dentro das regras fiscais. A AGU afirmou que a correção monetária está prevista na legislação do próprio programa.

Depois de compromissos institucionais, Lula seguiu para Montes Claros, em Minas Gerais, onde visitou o novo complexo industrial da Eurofarma e participou de um ato de campanha no fim da tarde.

Flávio chama reajuste de “desespero”, mas promete mantê-lo

Flávio Bolsonaro reagiu ao anúncio durante campanha em Vitória da Conquista, na Bahia. O candidato participou de moto-carreata e comício e acusou Lula de anunciar o aumento por razões eleitorais.

“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições”, afirmou.

Flávio também criticou o momento escolhido pelo governo para fazer a correção.

“Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo e, faltando 17 dias para eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família”, disse.

À noite, durante sua transmissão semanal, Flávio afirmou que, apesar das críticas, manterá o reajuste de 15,04% caso seja eleito.

“Comigo tá garantido o Bolsa Família. Vou manter esse reajuste, só que vou fazer muito mais do que isso”, declarou.

Caiado fala em “uso eleitoreiro”

Ronaldo Caiado também criticou o aumento. O candidato passou o dia em São Paulo, onde participou de sabatina, reuniu-se com empresários e comerciantes da região da 25 de Março e concedeu entrevista ao Jornal da Record.

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Nas redes sociais, Caiado afirmou que o problema não é a existência do benefício, mas o anúncio a poucos dias da votação.

“Ninguém é contra apoiar quem mais precisa, e o valor do Bolsa Família deve proteger quem vive em vulnerabilidade. Mas aprovar R$ 5,8 bi de reajuste a 17 dias da eleição escancara o uso eleitoreiro do programa”, escreveu.

O candidato acrescentou que considera o aumento incompatível com a situação das contas públicas.

“A dívida do país está no vermelho. É um desgoverno que rifa o futuro do país sem o menor pudor”, afirmou.

Zema chama medida de “eleitoreira”

Romeu Zema não teve compromissos públicos de campanha durante o dia e participou à noite de entrevista ao SBT Brasil. Pelas redes sociais e em manifestação enviada à imprensa, também criticou o reajuste.

“Esse reajuste do Bolsa Família é uma medida eleitoreira que mostra o desespero do Lula”, afirmou.

Zema disse considerar o Bolsa Família uma política necessária, mas defendeu que o programa seja acompanhado de mecanismos para incentivar a saída dos beneficiários por meio do emprego.

“Podemos até pagar mais para quem precisa cuidar de crianças ou de idosos, mas o essencial é construir uma porta de saída dos programas sociais por meio do emprego”, declarou.

O candidato propôs ainda um pagamento de R$ 5 mil a famílias que deixarem o programa depois que um de seus integrantes conseguir emprego formal.

Renan vai ao TSE contra reajuste

Renan Santos fez campanha pelo Sul do país, com compromissos em Chapecó, Passo Fundo e Caxias do Sul. O candidato adotou a reação mais concreta entre os adversários de Lula e ingressou no TSE contra o decreto.

Renan classificou o reajuste como “compra de voto” e acusou o governo de utilizar recursos públicos para tentar influenciar a eleição. A acusação é do candidato.

“Eu estou entrando agora na Justiça Eleitoral para derrubar essa medida populista e criminosa do Lula”, afirmou.

Na representação, a campanha pede a suspensão do aumento e argumenta que a medida teria finalidade eleitoral. O ministro André Mendonça foi sorteado relator da ação.

Renan também criticou Flávio por defender a manutenção do novo valor do programa e afirmou que, se eleito, pretende restringir o Bolsa Família a pessoas que, segundo seus critérios, efetivamente necessitem do benefício, além de criar frentes de trabalho.

Cury cumpre agenda em São Paulo

Augusto Cury concentrou sua agenda desta quinta-feira em uma coletiva na Associação Paulista de Imprensa, no centro de São Paulo.

Durante a entrevista, o candidato defendeu uma auditoria, no Brasil e no exterior, dos algoritmos utilizados pela Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp.

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