DECISÃO 2026: Lula faz pronunciamento de 7 de Setembro, Flávio pressiona Cármen Lúcia e Renan diz desafiar facção; veja o dia dos candidatos ao Planalto
Publicado
06/09/2026 • 22:11
| Atualizado há 47 minutos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve agenda pública de campanha neste domingo (6), mas fez pronunciamento em rede nacional como presidente, no qual defendeu a soberania e afirmou que o Brasil não será “colônia de ninguém”.
Flávio Bolsonaro (PL) também ficou sem compromissos públicos; ele fez uma live, convocou apoiadores para o ato de 7 de Setembro e pressionou Cármen Lúcia a votar pela investigação de Alexandre de Moraes.
Ronaldo Caiado (PSD) disse que Lula e Flávio têm “muito a explicar”; Renan Santos (Missão) fez carreata em área de Fortaleza onde, segundo ele, facções haviam tentado impedir atos eleitorais.
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A véspera do 7 de Setembro teve agendas públicas reduzidas entre os principais candidatos à Presidência, mas discursos nas redes e manifestações sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) mantiveram a campanha em movimento neste domingo (6).
Lula não teve compromisso público eleitoral, mas fez um pronunciamento institucional em cadeia nacional de rádio e televisão como presidente. Flávio também ficou sem atividades públicas presenciais e concentrou sua movimentação em uma transmissão com apoiadores.
Caiado fez campanha em Goiás, Renan passou por Fortaleza, Zema esteve em Uberlândia e Augusto Cury (Avante) não teve compromissos públicos.
Lula não teve agenda pública de campanha neste domingo.
À noite, como presidente da República, fez um pronunciamento de 3 minutos e 34 segundos em cadeia nacional de rádio e televisão pela passagem do Dia da Independência. A transmissão foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em razão do período eleitoral.
Lula colocou a soberania nacional no centro do discurso e falou sobre recursos naturais, terras raras e relações comerciais com outros países.
“Não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem que voltemos a ser colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, afirmou.
Sem citar diretamente Donald Trump, Lula também disse que nenhum governante estrangeiro pode determinar com quem o Brasil mantém relações comerciais.
O presidente não abordou no pronunciamento a crise envolvendo Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e o STF.
Flávio pressiona Cármen Lúcia e convoca apoiadores
Flávio Bolsonaro (PL) não teve compromissos públicos presenciais. Fez, pela manhã, uma transmissão ao vivo com apoiadores.
Na live, reforçou a convocação para a manifestação desta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, e voltou a explorar eleitoralmente os desdobramentos do caso Moraes-Vorcaro.
Flávio direcionou a cobrança à ministra Cármen Lúcia, cujo voto pode ser determinante na discussão sobre a abertura de uma investigação formal contra Moraes.
“O Brasil espera, Cármen Lúcia, que a senhora vote para que o Alexandre de Moraes seja formalmente investigado”, afirmou.
O candidato também relembrou os oito anos da facada sofrida pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha presidencial de 2018.
“Hoje é um dia triste, mas também que renova a nossa força, nossa esperança”, disse.
Caiado diz que Lula e Flávio têm “muito a explicar”
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Ronaldo Caiado (PSD) visitou pela manhã a Feira do Garavelo, em Aparecida de Goiânia, ao lado de aliados políticos de Goiás.
Durante a agenda, o candidato voltou a dizer que acredita em uma vaga no segundo turno e afirmou que o horário eleitoral poderá ampliar o conhecimento dos eleitores sobre sua trajetória.
Ao comentar a disputa com os dois principais adversários, Caiado relacionou sua expectativa de crescimento às investigações que atingem os grupos políticos de Lula e Flávio.
“Eu acredito que agora o Brasil vai conhecer a nossa história de vida, no momento em que os dois primeiros têm muito a explicar diante de todas essas denúncias que estão vindo à tona neste momento”, afirmou.
Caiado disse ainda que pretende intensificar as viagens pelo país nas próximas semanas.
Renan diz desafiar restrição de facção em Fortaleza
Renan Santos (Missão) fez uma carreata no bairro Vicente Pinzón, em Fortaleza, acompanhado do candidato do partido ao governo do Ceará, Delegado Huggo.
Segundo a campanha de Renan, o Comando Vermelho teria tentado impedir a realização de atividades eleitorais na região. Durante o ato, Renan apareceu usando colete à prova de balas e adotou um discurso de confronto contra facções.
“Faccionado ou morre ou vai em cana”, afirmou.
A agenda previa ainda que Renan seguisse para São Luís, no Maranhão, para uma coletiva e uma convenção estadual do partido.
Zema faz campanha em Uberlândia e propõe poupança para recém-nascidos
Romeu Zema (Novo) cumpriu agenda em Uberlândia, onde visitou o Anel Viário construído durante sua gestão como governador de Minas Gerais e participou de um adesivaço no estacionamento do Parque do Sabiá.
Neste domingo, também foi exibida uma entrevista do candidato à Record na qual Zema apresentou a proposta de abrir uma poupança com aporte inicial de R$ 1 mil para cada criança nascida no Brasil. O valor ficaria aplicado até os 18 anos.
Questionado sobre a origem dos recursos, estimados em cerca de R$ 2,5 bilhões por ano, Zema não apresentou uma fonte orçamentária específica e associou a medida ao combate à corrupção.
“1% da corrupção que a gente enxugar já dá para fazer isso aí”, afirmou.
Cury fica sem agenda pública
Augusto Cury (Avante) não teve compromissos públicos de campanha neste domingo.
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