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Publicado 15/06/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Delação de R$ 153 milhões: o que está por trás das acusações no caso Vorcaro
A segunda tentativa de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro voltou a gerar repercussão em Brasília e ainda levanta dúvidas entre investigadores.
O dono do Banco Master apresentou novos anexos à Polícia Federal (PF), mas o conteúdo não foi aceito. Agora, o material segue em análise pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mantendo o caso em aberto.
Leia também: Daniel Vorcaro aponta pagamento de R$ 153 milhões a Davi Alcolumbre em segunda tentativa de delação
O principal ponto de atenção envolve a citação de um suposto pagamento de US$ 30 milhões, cerca de R$ 153 milhões, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Segundo informações atribuídas aos documentos, Vorcaro afirmou ter usado contas no exterior para realizar transferências. Além disso, segundo ele, os valores teriam relação com apoio político a interesses ligados ao seu grupo empresarial.
No entanto, até o momento, as autoridades não confirmaram oficialmente essas alegações. Apesar da gravidade das declarações, a Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação. Segundo os investigadores, os novos anexos não trouxeram elementos realmente inéditos.
Eles afirmam que as provas já reunidas no inquérito são suficientes, incluindo dados extraídos de dispositivos do próprio investigado.
Além disso, os investigadores apontaram outro fator central: a percepção de que a delação teria caráter seletivo, com informações reorganizadas após a troca da equipe de defesa de Vorcaro. A avaliação foi de que as mudanças não foram suficientes para garantir maior consistência ao acordo.
O caso também cita supostos pagamentos ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia. Nesse contexto, as menções estão relacionadas à atuação do Banco Master no Credcesta. Trata-se, portanto, de um cartão de benefícios consignados destinado a servidores públicos estaduais.
O ex-governador e ex-ministro Rui Costa aparece mencionado nos documentos, mas sem indicação de envolvimento direto em irregularidades.
Leia também: Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação premiada de Vorcaro; defesa ainda aguarda análise da PGR
Além disso, outro ponto relevante foi a alteração de versões sobre pagamentos atribuídos ao senador Ciro Nogueira. Inicialmente, os repasses foram descritos como resultado de uma relação de proximidade. Posteriormente, porém, passaram a ser tratados como suposta propina na nova versão apresentada.
A primeira tentativa de delação de Vorcaro já havia sido rejeitada em maio, e a segunda negativa reforçou a posição da PF de que o material apresentado não atingiu o nível de consistência esperado. Ainda assim, a PGR continua analisando os documentos, o que mantém o caso em avaliação.
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