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Daniel Vorcaro aponta pagamento de R$ 153 milhões a Davi Alcolumbre em segunda tentativa de delação

Publicado 12/06/2026 • 06:34 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Vorcaro afirmou aos investigadores que usou contas no exterior para transferir dinheiro ao senador. 
  • Dono do banco Master também citou o ex-ministro e ex-governador da Bahia, Rui Costa, apesar de não citar valores.
  • Banqueiro trocou a sua defesa e realizou mudanças na sua delação, mesmo assim ela foi rejeitada pela segunda vez pela PF.
Alcolumbre

Foto: Agência Senado

A segunda tentativa de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro cita diretamente pagamento de propina ao presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP). Vorcaro afirmou aos investigadores que usou contas no exterior para transferir dinheiro ao senador. 

O dono do Banco Master afirmou aos investigadores que realizou o pagamento de US$ 30 milhões (R$ 153 milhões na cotação atual) em uma conta secreta em troca de apoio de Alcolumbre a matérias do seu interesse. As informações são da revista Veja.

Leia também: Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação premiada de Vorcaro; defesa ainda aguarda análise da PGR

A segunda tentativa de delação premiada do dono do Banco Master não foi aprovada pela PF, mas os documentos seguem em análise pela Procuradoria Geral da República. 

Pagamentos ao PT da Bahia 

A matéria também cita pagamentos ao PT da Bahia, em contrapartida à participação do Master no Credcesta, uma espécie de cartão de benefícios consignados a servidores públicos do estado. 

O ex-governador e ex-ministro Rui Costa é citado nos documentos. Não há referência sobre pagamentos de propina de delação. 

Delação não foi aprovada 

A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro na noite de quinta-feira (11). Os investigadores comunicaram a recusa ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e à defesa de Vorcaro. 

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A proposta segue em análise pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A avaliação dos investigadores da PF foi que as informações apresentadas pelo dono do Banco Master não traziam novidades diante das provas já colhidas na investigação, como do próprio telefone celular de Vorcaro.

A primeira proposta apresentada por Vorcaro havia sido rejeitada em 20 de maio.

Depois disso, ele trocou a equipe de defesa e reformulou sua tentativa de delação premiada, entregando novos anexos e aprofundando as informações. 

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Uma das mudanças foi no anexo que relatava pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) sob a justificativa de “relação de amizade” entre eles e passou a tratar os repasses como propina.

As modificações, entretanto, não foram suficientes para convencer os investigadores, que consideravam que o banqueiro continuava agindo para proteger aliados e fazer uma delação seletiva.

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