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Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação premiada de Vorcaro; defesa ainda aguarda análise da PGR

Publicado 11/06/2026 • 20:16 | Atualizado há 5 minutos

KEY POINTS

  • PF aponta que Vorcaro não ofereceu nenhuma informação nova ou relevante.
  • É a segunda proposta de colaboração rejeitada pela corporação, após a troca da equipe de advogados do banqueiro.

A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro nesta quinta-feira (11). Segundo fontes ouvidas em condição de anonimato pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, as autoridades julgaram que a oferta de colaboração não acrescentava nada ao que a própria corporação já havia descoberto sobre o caso Master com a apreensão do celular do banqueiro.

Com a rejeição, Vorcaro deve deixar a Superintendência da Polícia Federal em Brasília e retornar ao presídio da Papuda. Desde março, Vorcaro ocupa o espaço na sede da PF para costurar o acordo de delação ao lado de seus advogados. As idas e vindas do processo, porém, geraram desgaste na relação com os investigadores e colocaram em xeque a permanência dele na superintendência.

Agora, a corporação deve focar na delação de outras pessoas envolvidas no escândalo, como o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Ele segue preso na Papudinha, em Brasília, e aguarda as autoridades para propor sua tentavida de redução de pena.

Nova negativa

É a segunda vez que a PF nega a sugestão de colaboração do ex-banqueiro. Em 20 de maio, as autoridade negaram a primeira proposta costurada pelo advogado José Luís de Oliveira Lima, o Juca, e foi considerada inconsistente. Segundo a PF, Vorcaro omitira os episódios que a polícia havia descoberto, entre eles a suspeita de mesada ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). Com a recusa, a defesa passou ao criminalista Sérgio Leonardo no fim daquele mês.

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A mudança ocorreu depois que uma fase da Operação Compliance Zero apontou suspeitas do pagamento de mesada de R$ 300 mil a uma empresa ligada ao senador. A contrapartida, segundo a investigação, seria a obtenção de benefícios ao Banco Master em propostas em tramitação no Congresso Nacional.

Um dos episódios sob apuração envolve a chamada Emenda Master, proposta apresentada por Ciro Nogueira para elevar a R$ 1 milhão por CPF o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ante os R$ 250 mil em vigor. A emenda foi protocolada dez dias depois de Vorcaro comparecer ao casamento da filha do senador, em 3 de agosto de 2024, em Angra dos Reis (RJ). O texto não foi acolhido pelo relator da PEC, senador Plínio Valério (PSDB-AM).

Os títulos com cobertura do FGC formavam o principal vetor de captação do Master. Em depoimento à PF, Vorcaro afirmou que o modelo de negócio era “100% baseado no FGC“. Após a operação, o senador negou ter apresentado projeto para beneficiar diretamente o banco e negou irregularidades nos pagamentos.

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