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Deolane Bezerra fez lavagem de “um oceano de dinheiro para o PCC”, dizem investigadores
Publicado 21/05/2026 • 20:02 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 21/05/2026 • 20:02 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Redes Sociais
Presa na manhã desta quinta-feira (21), a influenciadora Deolane Bezerra lavou um “oceano de dinheiro do PCC”, segundo os investigadores da operação Vérnix. A influenciadora foi detida em sua casa, em Tamboré, na Grande São Paulo, após ter retornado de uma viagem à Itália. Antes disso, teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol após investigadores identificarem sua permanência em Roma.
Deolane teria recebido recursos de uma transportadora apontada como controlada pela facção. A polícia afirma que ela fazia parte de uma estrutura usada para ocultar e movimentar dinheiro do crime organizado.
A operação aponta que Deolane controlava dezenas de empresas registradas no mesmo endereço em Martinópolis, no interior paulista. Segundo a investigação, as companhias não possuíam atividade operacional e eram usadas para movimentações financeiras suspeitas.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões em bens e ativos. A medida atinge imóveis, contas bancárias e veículos de luxo ligados aos investigados.
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Siga o Times | CNBCTambém foram alvo da operação Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, seu irmão Alejandro Camacho e dois sobrinhos do líder do PCC, além de operadores financeiros ligados ao grupo.
O Ministério Público afirmou que a investigação revelou uma espécie de “pejotização” do crime organizado, com uso de empresas de fachada para inserir recursos ilícitos na economia formal.
Relatórios do Coaf e a quebra de sigilo bancário apontaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada por Deolane. A investigação também cita a exposição frequente de patrimônio de alto valor nas redes sociais, incluindo viagens internacionais, aeronaves e carros de luxo.
O Times Brasil procurou a defesa e a assessoria de imprensa de Deolane, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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